Não há momento "certo" pras
coisas acontecerem... Ou "errado". Elas simplesmente acontecem,
ou aparecem. A culpa da conjuntura é relativa; nós por nós, numa análise
benevolente ou severa no confronto com os fatos. Com a vida.
Nunca vamos por as
coisas nos seus devidos limpos pratos. Sim, porque tudo é sistematicamente
aleatório, causa e consequência são cúmplices, comparsas...
O único momento
certo que existe é a paz de espírito. O momento se chama "sempre". Só
assim veremos que o momento certo pra tudo é aquele em que está acontecendo. A
serenidade absoluta desse espírito em paz é concludente e permite ações
tranquilas e bem fundamentadas nesse cotidiano faustoso e atrabiliário que
chamamos "vida".
Mesmo esse
aleatório encadeamento de acontecimentos, dos quais participamos ou assistimos,
fará sentido no mais fundo de nossos sentimentos balanceados - ou não - entre a
razão e o emocional. Aceitar pacificamente as armadilhas do destino ou os inevitáveis
fatos consumados nos fará maiores e mais hábeis no manejo de nosso próprio
desenvolvimento. Não é que seja preciso aceitar tudo passivamente; mas agir
pausada e conscientemente sentindo a plenitude de estar vivo, interferindo
nesse estranho, ainda que lindo, acaso do nosso protagonismo neste mundo.
[Adhemar - São Paulo,
31/07/2018]
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