Quero morar em teu mais recôndito segredo
e dormir no teu compartimento mais secreto
até ouvir da tua boca o decreto
a condenar-me ao exílio ou degredo
Escalaria tuas mais íngremes encostas
e observaria tuas paisagens de cima
até ouvir de tua boca uma rima
proferindo o palavrão que tu mais gostas
Sussurraria nas tuas atentas antenas
tantas bobagens que te escandalizarias
até ouvir teu riso rouco das poesias
Protegerias minha arte feito Mecenas
querendo libertar-me; tanto que amarias
respondendo ao amor com palavras obscenas...
[Adhemar - São Paulo, 14/07/2010]
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