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domingo, 2 de dezembro de 2018

ISOLAMENTO

Quando a solidão invade
uma certa desorientação toma conta.
Nenhuma perspectiva se apresenta,
o ânimo se ausenta,
uma longa sonolência toma conta.

Quando a solidão se encontra
bem no meio de uma vasta multidão
a vontade se levanta,
ameaça ir embora e abre mão da cautela
no rumo de uma fuga sem ponta.

Quando a solidão se muda
para bem no centro do peito
ela ocupa.
Instala-se soberana,
altaneira, absoluta.

A solidão não mente,
não abandona,
nem se desculpa.


[Adhemar - São Paulo, 05/06/2018]

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