Qual o caos que te comove?
Em quais cais ancorarás?!
Se a canção caução envolve
em qual calçada andarás?
Vamos louvar esse love
que onde more morrerá
completo e pleno de glória;
em que estado estará
quando vier a vitória?
Em seu humor louvará
dizendo "isto é história"
estando e enfrentando
luta disputa será.
Truque na troca da escória
em forno forte restará
base da bossa e da chama
pavio em cera será.
Não viu navio ancorado
coragem viva vencerá.
Por toda a noite anotando
o vencido convencimento,
dando um alô ao alento
num doce descendo.
Se por acaso acabar
o amor aumentando
o volume velará
vela ao vento voltando
da viagem que fará.
Segue a Deus o adeus
que se despirá despistando
os cacos dodecafônicos
dos cacófatos se espalhando...
[Adhemar - São Paulo,15 a 31/08/2019]
Impressões pessoais e a sutileza que entremeia diferentes expressões destas artes: a arquitetura da poesia e a poesia da arquitetura! Vida. (Imagem: Perspectiva do Labirinto - Foto: Adh2bs)
sábado, 31 de agosto de 2019
sábado, 24 de agosto de 2019
ARREMEDO
Não só de
belas palavras vive a poesia
Nem só de
rotina vive o dia-a-dia
Bombeiros são
enchentes, são incêndios,
E os livros
são figuras, além das palavras...
Além do
sentido expresso há os ocultos
Além do
sentimento vive o pulso
Médicos não
curam romantismo agudo
E as
enciclopédias são um testemunho mudo...
A mente
carrega seus compêndios
Os marinheiros
somem, mar adentro
Os navios
talvez naveguem ou afundem
E o horizonte
é mais que a linha ao longe...
[Adhemar – São Paulo, 12/12/2008]
CARICATURA
Texto
iniciado na data assinada, mas cuja última estrofe foi redigida em 01/04/2010...
Parece mentira... Um ano e quase quatro meses perdido no meio de um caderno pra
afundar, mar adentro, antes da linha ao longe!
Adh
– 24/08/2019
sexta-feira, 23 de agosto de 2019
APOSTA
Aposta,
um jogo;
repetitivo,
perigoso.
Sílabas
entrecortadas
num
blefe desastroso.
Nova
aposta,
cacife
estourado.
Um
olhar enviesado,
um
uísque derramado;
honra
arranhada.
Dinheiro
esgotado,
paciência
acabada.
Um
decote indecoroso,
um
olhar admirado
no
meio da tensão criada.
A
criada dá as costas,
sai
da sala indiferente
ao
destino do jogador mais destemido:
idiota
e atrevido
que
vai perder a vida,
por
nada.
Nem
ganhou no jogo,
nem
arrumou namorada.
Está
com uma arma na cara
e,
mesmo assim, sobe a aposta:
quem
sabe, uma última cartada...?!
[Adhemar - São Paulo, 28/02/2017]
sábado, 17 de agosto de 2019
IBÉRICOS
Quando
eu for andar em terras de El Rey
Quero
ver tudo que a vista possa alcançar,
Inda
que das lusitanas fronteiras ir além,
Espanha
e outras d’além mar.
Nessa
Lisboa do Chiado ao Alcazar
No
Porto e suas pontes evidentes
Na
Galícia de Espanha um português a escutar
E
castanholas também, logicamente.
De
Belém degustar uns pasteizinhos
E
da península bons vinhos
Como
em nenhum lugar ‘inda se viu
E,
quem sabe, numa sorte comezinha,
Nunca
mais hei de voltar para o Brasil...
[Adhemar - São Paulo, 13/02/2014]
IBÉRICOS DELÍRIOS
Logo eu, que amo tanto isto aqui...
Adh, 17/08/2019
quinta-feira, 15 de agosto de 2019
QUENTURA
Num súbito calor, acordar.
Pele e sensações se estranhando,
ardores misturados com emoções.
Lágrimas contidas.
Saudade derrubada da cama,
jaz ali, estirada no chão.
O coração aos pulos,
em batidas apressadas,
enquanto as mãos seguram o suor.
Súbita febre, semiconsciência.
Um formigamento pelo corpo,
interestelar...!
Poeira cósmica ralada,
de tantos sentimentos sem conflitos,
sem contradições:
apenas sentimentos.
Fotos sem foco,
que num súbito calor te fazem acordar.
O corpo todo efervescendo,
ressuscitando dos sonhos,
do torpor de amar...
Como se a cama, uma piscina,
servisse apenas para esse... mergulhar...
Insano mas autêntico
ao ponto de nos desorientar;
porque ao sentir essa febre,
esse calor,
não saber se a gente ainda está dormindo
ou se acorda pra sonhar...
[Adhemar - São Paulo, 13/08/2019]
Pele e sensações se estranhando,
ardores misturados com emoções.
Lágrimas contidas.
Saudade derrubada da cama,
jaz ali, estirada no chão.
O coração aos pulos,
em batidas apressadas,
enquanto as mãos seguram o suor.
Súbita febre, semiconsciência.
Um formigamento pelo corpo,
interestelar...!
Poeira cósmica ralada,
de tantos sentimentos sem conflitos,
sem contradições:
apenas sentimentos.
Fotos sem foco,
que num súbito calor te fazem acordar.
O corpo todo efervescendo,
ressuscitando dos sonhos,
do torpor de amar...
Como se a cama, uma piscina,
servisse apenas para esse... mergulhar...
Insano mas autêntico
ao ponto de nos desorientar;
porque ao sentir essa febre,
esse calor,
não saber se a gente ainda está dormindo
ou se acorda pra sonhar...
[Adhemar - São Paulo, 13/08/2019]
quinta-feira, 1 de agosto de 2019
ELO... QUENTE!
Tomar uma coca-cólica
ou um gim túnica
é uma viagem única
é uma triagem cínica
Vestir um brim cadeira
é um quedar cansado
estar um nu apelado
é uma voltagem tônica
Aguardar numa fila harmônica
só tomando um chá pardo
onde quem diz "crime e nado"
é um homem nauseado
Por fim pegamos quem mede-se
protegendo mal às artes
pra comprar terra à crédito
pra revender terra à vista
Pra vigiar sua avezinha
mantendo-se com postura
no rasgo que se costura
e procurar: cadê linha?
O bafo de quem tomou vinho
na ressaca puxada
vendo que a tartaruga começa
onde o jabuti 'caba...
[Adhemar - São Paulo, 05/08/2014]
Ex... pelos
Associação aleatória de cacófatos.
Adh, 01/08/2019
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