Abandonei pensamentos no caminho.
Ou foram eles que me deixaram.
Ecos no vazio da mente.
Gritos ocos, sem voz, dementes.
Palavras desconexas, misturadas,
balbuciadas, fracas, correntes;
detidas entredentes...
Entrementes, telepatia.
Anotações em código no espaço.
Muito espaço sobressalente.
conexão do mar, vento e corrente.
Água submersa em água,
movimentação impaciente.
Abandonei os estudos, a ciência.
Ou fui abandonado pela consciência.
Inconstante, infiel, doente.
De tantos desabafos no papel,
mãos dormentes.
Panoramas desoladoramente lindos...
Acabrunhados e silentes.
Paisagismo imaginário, dominante;
coisa de cenário...
Abandonei a alegria irradiante,
aurora do sol nascente;
luz do céu, surpreendente.
Nesse caminho sem fim, solitário e errante.
Ou foi a rota que me abandonou...?!
... Na última linha da poesia decrescente...
[Adhemar - São Paulo, 25/09/2018]
Nenhum comentário:
Postar um comentário