Na solidão encontro tantos erros...
Erros de gestão.
Lavo as mãos,
para ter a cabeça entre elas.
Na solidão o olhar se perde
na profundezas do finito.
É;
há um fundo atrás dessa bruma,
um beco no precipício.
As mãos - limpas - soltam a cabeça.
O entorno não gira,
por mais que pareça.
Na solidão
uma rima perdida dá um ar de poesia
na prosa careta.
No silêncio,
que é a solidão da música,
há um quê de solene,
há uma frieza tão funda
que não inaugura uma nota sequer.
Os erros gritam;
surdamente,
pra enlouquecer essa solidão
de incompetência e tristeza.
Na solidão
o fracasso possível se torna certeza.
Um abraço de aço,
um aperto tão forte,
respiração suspensa.
Coração, por favor,
aguenta a pressão,
a pancada e a sentença.
A solidão é essa condenação;
sem julgamento e intensa.
O silêncio é um irmão,
a verdade compensa.
A vaidade inexiste,
a ambição é suspensa.
Cada erro, então,
é uma ingrata surpresa.
O silêncio é um chão
de uma rara dureza.
Na solidão...
encontro tantos erros.
Sem conserto, sem sorte,
sem rendição.
Sem vida, sem morte,
sem direção.
Sem barulho, sem mote,
sem diversão.
Na solidão
encontro o silêncio,
barulhento e forte.
Nas mãos encontro instrumentos
para abafar o silêncio.
No silêncio
encontro o escuro da noite,
o cintilar das estrelas
e o luar dos acertos.
Na escuridão
encontro as soluções do futuro:
enterrar os erros.
Solidão...
Folhas molhadas de umas poucas lágrimas.
Jogo fora o mapa dessa fuga
para a solidão silenciosa
e volto para a luz do dia,
acompanhada e ruidosa.
[Adhemar - São Pauilo, 18/08/2018]
Impressões pessoais e a sutileza que entremeia diferentes expressões destas artes: a arquitetura da poesia e a poesia da arquitetura! Vida. (Imagem: Perspectiva do Labirinto - Foto: Adh2bs)
segunda-feira, 30 de dezembro de 2019
terça-feira, 24 de dezembro de 2019
CERTEZAS
Vou marchando resoluto,
meio puto,
mas cheio de certezas;
dessas que vacilam muito,
não têm arte nem beleza...
Vou seguindo um improviso,
sem aviso,
mas agora vou em frente.
Vou sem freio, sem juízo,
decidido e ardente.
O destino eu desconheço,
não tem preço,
mas uma vaga ideia;
chuva ou frio, sem adereço,
mas a força é velha...
Vou ao sol, ou ao relento,
rabugento...
Mas, pedi a Deus um guia;
um guia, um alô, um elemento
que me acompanhe nessa vida...
[Adhemar - São Paulo, 29/12/2018]
CRENÇAS
meio puto,
mas cheio de certezas;
dessas que vacilam muito,
não têm arte nem beleza...
Vou seguindo um improviso,
sem aviso,
mas agora vou em frente.
Vou sem freio, sem juízo,
decidido e ardente.
O destino eu desconheço,
não tem preço,
mas uma vaga ideia;
chuva ou frio, sem adereço,
mas a força é velha...
Vou ao sol, ou ao relento,
rabugento...
Mas, pedi a Deus um guia;
um guia, um alô, um elemento
que me acompanhe nessa vida...
[Adhemar - São Paulo, 29/12/2018]
CRENÇAS
É o texto mais "light" encontrado dentre os escritos há cerca de um ano. Profético: Deus atendeu ao pedido.
Adh, 24/12/2019
quarta-feira, 11 de dezembro de 2019
"METAMORFASES"
Então, foi assim.
Morri um pouco.
Mundo caído,
Sonhos desfeitos,
Projetos interrompidos.
Paixão extinta.
"Semidespertei"
Abri um olho,
Tomei decisões.
Vacilantes.
Hesitantes.
Naquele momento,
Ainda presas a um passado querido...
Iniciei uma busca.
Várias experiências:
Algumas vexatórias,
Outras hilariantes;
Mas a maioria foi muito humana.
Me disseram de novo
O que eu precisava ouvir.
Mas não ouvia.
Foram muitos modos diferentes,
sempre interessados em mim.
No meu resgate.
Até que alguém fez
Quase eclodir;
Que não se deu por uma ironia do tempo,
Uma suave assincronia...
Ainda faltava algo...
Enfim, RENASCI.
Trazido novamente à luz
Após um um impulso repentino.
Inesperado.
Após um movimento instintivo,
Involuntário,
Que me colocou na tela de um radar antenado.
Que sorriu pra mim.
Que me viu profundamente.
Falou de novo tudo o que eu já havia escutado.
Mais intensamente.
Mais decidida.
Me empurrou fortemente.
Impertinente porque assustada
Com tanto potencial desperdiçado em mim
Que ela enxergava na minha apatia,
Na minha indiferença comedida.
Salto sem paraquedas.
Só que o apoio estava presente,
de mãos estendidas.
Pra que não restassem dúvidas,
Se expôs completamente.
Situação, intenções,
planos pro futuro.
Meu futuro passou a ter mais razões então.
O coração irradiado de uma nova energia,
De uma nova luz.
Amando plenamente outra vez!
Agora voa em pleno dia,
Sem medo, sem amarras:
Veloz.
[P/ ACC]
Adhemar - São Paulo, 10/12/2019
Morri um pouco.
Mundo caído,
Sonhos desfeitos,
Projetos interrompidos.
Paixão extinta.
"Semidespertei"
Abri um olho,
Tomei decisões.
Vacilantes.
Hesitantes.
Naquele momento,
Ainda presas a um passado querido...
Iniciei uma busca.
Várias experiências:
Algumas vexatórias,
Outras hilariantes;
Mas a maioria foi muito humana.
Me disseram de novo
O que eu precisava ouvir.
Mas não ouvia.
Foram muitos modos diferentes,
sempre interessados em mim.
No meu resgate.
Até que alguém fez
Quase eclodir;
Que não se deu por uma ironia do tempo,
Uma suave assincronia...
Ainda faltava algo...
Enfim, RENASCI.
Trazido novamente à luz
Após um um impulso repentino.
Inesperado.
Após um movimento instintivo,
Involuntário,
Que me colocou na tela de um radar antenado.
Que sorriu pra mim.
Que me viu profundamente.
Falou de novo tudo o que eu já havia escutado.
Mais intensamente.
Mais decidida.
Me empurrou fortemente.
Impertinente porque assustada
Com tanto potencial desperdiçado em mim
Que ela enxergava na minha apatia,
Na minha indiferença comedida.
Salto sem paraquedas.
Só que o apoio estava presente,
de mãos estendidas.
Pra que não restassem dúvidas,
Se expôs completamente.
Situação, intenções,
planos pro futuro.
Meu futuro passou a ter mais razões então.
O coração irradiado de uma nova energia,
De uma nova luz.
Amando plenamente outra vez!
Agora voa em pleno dia,
Sem medo, sem amarras:
Veloz.
[P/ ACC]
Adhemar - São Paulo, 10/12/2019
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