Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador Opinião. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Opinião. Mostrar todas as postagens

sábado, 17 de agosto de 2013

DESARMAMENTO

 "A respeito do plebiscito sobre o assunto, resolvi agir em causa própria, pensar e definir a favor dos meus ideais. Pode parecer egocêntrico, mas é prático. Vou votar no SIM, a favor da proibição do comércio de armas - logo eu, que sou contra que se proíba qualquer coisa! Mas é um falso dilema, como pude constatar pelo tempo em que fiquei pensando nos prós e contras. Não importa o que pode estar por trás da campanha - desde interesses eventualmente escusos ou o descrédito geral na diminuição da violência - eu sou contra a FABRICAÇÃO, O PORTE E O USO DE ARMAS,  desde armas de fogo até as armas brancas, qualquer tipo de arma. Acho os seres humanos suficientemente criativos para se agredirem com paus, pedras e as próprias mãos; e, mais do que isso, para descobrir motivos de sobra para não agredir ninguém."
          "Não comercializar as armas pode não ser o correto, o necessário e nem sequer o verdadeiro caminho para diminuir a violência. Mas já é um começo. Creio, firmemente, que o ideal de cada ser humano - particularmente o dos brasileiros - seja tão forte que pode transformar as coisas (desde que exercido conscientemente). Chega de ser tangido: apresentou-se uma questão, opinemos de acordo com a nossa vontade e visão de futuro. Se a sua for garantir um direito - ainda que meio besta - do cidadão ter uma arma, vote NÃO. Eu não estou isento de sofrer um assalto ou outra manifestação de violência qualquer. Mas nunca saberia me defender com uma arma. Rezo a Deus para que nunca passe por uma situação assim. Se tiver que passar, que minhas palavras sejam capazes de me defender; que o amor que eu possa irradiar afaste e impeça a ameaça. E se isso não bastar, que aqueles que me conhecem possam perdoar o agressor. Deixei de chamar esse pensamento de UTOPIA, pois nele tenho uma imensa FÉ. E, gradativamente, tenho deixado de agir contra a minha fé."
          "Gostaria que cada pessoa pudesse estender a sua própria fé - seja religiosa, futebolística, política ou científica - para todas as sua crenças cotidianas. Professar a sua honestidade mesmo em meio a tanta falsidade. Não transigir em princípios mesmo em meio à iniquidade. Nunca se envergonhar de sua sinceridade e nem se esconder, mesmo que o meio lhe seja hostil."
          "Àqueles que acharem ridículas ou românticas estas posturas, peço que descerrem suas defesas e compartilhem seus ideais vivendo de acordo com eles, e não guardando-os preciosamente para si. E que perdoem os seus inimigos, procurando as mais antigas razões da indesejável inimizade. E ninguém irá precisar de uma arma, nem como um símbolo das nossas piores tolices."
[Adhemar - S. Paulo, 11/10/2005]
Tiroteio
Escrito às vésperas do plebiscito e enviado por e-mail aos meus familiares e amigos, e a alguns jornais e revistas de grande circulação (ao que eu saiba, nenhum publicou). Havia uma intensa e cansativa discussão a respeito e o texto foi escrito principalmente para os que me espinafravam em razão de ser a favor do SIM.
Adhemar, 29/04/2008.

terça-feira, 28 de maio de 2013

NASCIMENTO E VIDA

Hoje, estivesse entre nós, meu pai faria 79 anos. Curiosamente, não consigo imaginá-lo com quase 80, numa época do excesso de informações aceleradas e da ética deformada...

Ainda assim, reto e de judiciosas opiniões, talvez encarasse com sua fina ironia ou com seu contundente sarcasmo a exaltação de celebridades vazias cujos maiores feitos são rebolados estranhos diante das câmeras de TV; ou dos falsos craques cujos desempenhos esportivos não tenham sido apanhados pelos exames anti-doping... Nem me atrevo a pensar no que ele diria sobre política, políticos e governos...!

Já se vão 12 anos que ele partiu; não teve o desprazer de presenciar destruição e guerras no século XXI, além de uma visível degeneração de valores pela qual passa a humanidade. No entanto, apesar de sua ausência física, tenho certeza de que está curtindo cada um dos netos que não viu nascer e o sucesso daqueles que carregou no colo.

Hoje, estivesse entre nós, eu não estranharia nadinha pois ainda o sinto presente, protetor e amigo.

Lágrima teimosa, saudade...

P/ Adhemar Agostinho de Souza (Adh_1)
[Adhemar - São Paulo, 28/05/2013]

domingo, 19 de maio de 2013

SAÚDE!


               Tenho um amigo que diz que não se levanta pela manhã enquanto não doer nada;  aí sim, terá certeza de estar vivo e poder se levantar! Na nossa faixa etária… Por esse prisma, ultimamente, tenho podido me levantar todos os dias, e bem cedo! Doem os rins, dói a coluna - esta, numa gentil forma de tortura - doem outras partes. Esporadicamente dói a cabeça também, para lembrar que lá dentro está, supostamente, um cérebro, além dos maiores sinos de catedrais. O dia prossegue com outras manifestações ou provas da continuidade e dinamismo da matéria. Aliás, muita matéria. O excesso de peso, responsável pela falta de ar nas atividades físicas, também se reflete nas doloridas dificuldades de joelhos e tornozelos. Por atividades físicas não vá imaginar um atleta de meia idade! Estou me referindo a sentar, levantar e (argh!) andar. E olha que eu gosto de esporte; sou capaz de passar horas diante da TV assistindo futebol, natação, ginástica, volei, basquete, sinuca, pôquer e dominó. Espera aí! Pôquer e dominó?! Os maiores "atletas" dessas duas modalidades deveriam estar num… spa!
              Mas o que serve para os outros não serve pra mim. Toda vez que entro em meu carro presto uma singela homenagem aos inventores, ao engenho humano e sua capacidade de realização. Tenho homenageado esse pessoal até para ir à padaria, a oitenta metros de casa. Também tenho homenageado com muito respeito e afinco numa freqüência espantosa, os inventores dos talheres, do churrasco e do forno e fogão. Precedendo, sempre, uma oração especialmente dirigida aos agricultores, aos pecuaristas, à indústria alimentícia e às cozinheiras em geral. Não temo as conseqüências, apesar dos reptos e advertências que tenho sofrido. Apenas peço a Deus o indefinido adiamento da hora de prestigiar médicos, enfermeiras, farmacêuticos e… coveiros!!!
[Adhemar - S.Paulo, 20/05/2006]
Saúde?!
Nunca levei muito a sério esse assunto, apesar de alguns percalços passados. Aliás, sou severa e constantemente criticado por isso e por brincar desse jeito com ele. E não é que agora, dois anos depois da "piada" escrita acima fui obrigado a… Pra resumir e me benzer: já estou homenageando médicos e farmacêuticos! Xô, magra!!!
Adhemar, 19/05/2008.
Saúde...
Escrito em 2006, publicado 2 anos depois no Arq&Poesia original e retransmitido agora, 5 anos depois só para refletir o cinismo do autor em relação ao assunto...! A minha opinião não mudou embora a carcaça insista em mostrar o gasto que o uso intenso ao longo de (quase) 50 anos causou no conjunto. Enfim...
Adhemar, 19/05/2013

domingo, 20 de janeiro de 2013

ML18

Ao chegar aos dezoito anos, atinge-se um marco. Passamos a ser responsáveis pelos próprios atos, segundo a lei, somos obrigados a ir votar, podemos - finalmente - dirigir, comprar bebidas e mandar o mundo às favas, se a gente bem entender...
Hoje, o Marco é que atinge os dezoito. Expectativas controladas, caminho profissional escolhido ainda que no fundo haja uma certa dúvida, ou receio, para assumir novas responsabilidades, velhas crenças e ver que o mundo não precisa ir a parte alguma; a gente é que vai andar - e muito - por ele.
Melhor assim.
Olhando de perto como a gente o vê todo dia, percebe-se nitidamente o homem, já. Gentil atrás de uma certa rusticidade, decidido na polidez estudada e determinado nos propósitos definidos. Enfim, mais poderia ficar aqui explicando com esta emoção de pai orgulhoso da prole, tentando se conformar que os filhos são mesmo pro mundo: então, aí vai mais um, generoso, altivo, solidário e capaz. 
Parabéns, juízo e sucesso!

P/ Marco Luiz
[Adhemar - São Paulo, 20/01/2013]


sábado, 19 de janeiro de 2013

BRASIL


 Vai a vida passando, dando seus pulos. Improviso, artimanhas, o famoso "jeitinho", as coisas se ajeitando.
               O ministro falou que o brasileiro tem expediente; por isso - ele, ministro - não se preocupa com o desemprego… Cabe esclarecer que ele é o ministro do trabalho.
                Cada vez mais adoro o Brasil e me orgulho de ser brasileiro. De ser do país onde o presidente coloca um mega-especulador do mercado financeiro na presidência do Banco Central. Eliminou os intermediários!
                O salário dos congressistas e do alto escalão do governo não é indexado ao salário-mínimo. O salário-mínimo, essa terrível miséria contra a qual todos eles bradavam antes das eleições, em suas campanhas eleitorais.
                Nós, testemunhas mudas da origem de nossas dificuldades, permanecemos silenciosos como os torcedores de um time inferiorizado em campo, perdendo, mas acreditando com toda a nossa fé no surgimento de um gol, no surgimento repentino de um gênio no nosso time. Um salvador da pátria!
[Adhemar - São Paulo, 07/02/1999]
Brasil
Esse texto foi escrito à época em que o presidente do país era o Sr. Fernando Henrique Cardoso. Malgrado os meus pecados, continua valendo pro Sr. Luís Inácio Lula da Silva. O traço que eles têm em comum é o fato de que "sem alianças" o país fica ingovernável. E fizeram alianças justamente com aqueles que manobram nos bastidores - e não é exagero dizer, basta estudar história - desde os tempos do Império. Reféns, como todos os outros presidentes desta república (inclusive os militares), pouco mudaram a estrutura de poder que administra esta nação.
Este espaço foi criado para outras proposituras que não a discussão de política, futebol e religião (embora os três assuntos se confundam entre si e façam parte diuturna da vida da gente). Mas a poesia de hoje pode esperar um pouco, porque até um quase alienado como eu precisa se manifestar de vez em quando. E o fiz por causa de um "post" intitulado R$120 da Bárbara, jornalista, no "blog" Infinito das Palavras cujo "link" encontra-se aí ao lado. São os jovens despertando nos "velhos" aquele adormecido ideal de mudar o mundo.
Adhemar, 19/07/2008.

BRASIL 2013

Quase 5 anos depois de postado esse texto (e 14 anos depois de escrito!), encontramos a mesma estrutura. Os problemas superficiais se encaminharam embora ainda sejamos presa de uma estrutura viciada, enraizada em nossa maneira de ser brasileiros. Isto é, a moral e a ética sempre dilatadas quando interessa, e não estou falando só dos governos... O que mudou foi que o blog citado não existe mais. Uma pena, o texto era bacana demais.
Mas este espaço continuará sendo um depósito de poesias, prosa e quiçá projetos...

Adhemar, 19/01/2013

domingo, 11 de novembro de 2012

NAVEGANTES


(Postado originalmente em Arq&Poesia: Lit.1 em 28/03/2008)

Este ‘post’ é dirigido ao comentarista mais frequente deste espaço. Mas vale pra todos.
Prezado AABS; respondendo sua pergunta inicial, ‘conosco mesmos’ é, no mínimo, muito esquisito. Estava a ponto de te chamar de analfabeto, quando me dei conta que também não sei! Portanto, ignorância em matéria de língua pátria é conosco mesmo, assim no singular. Se o ACS ou LAS estiverem nos lendo, por favor, elucidem. O convite vale a outros navegantes mais versados para explicar a questão. Quanto à qualidade ou tema das fotografias, este sofrível poeta e não muito melhor arquiteto estaria irremediavelmente ferrado (com o perdão da má palavra) se dependesse de ser fotógrafo. E olhando especificamente a foto da praia, concluí que poderia ser qualquer uma, função do ângulo, enquadramento, foco e assunto. Então, peço-lhe que acredite que foi tirada em Ilhéus, de fato.
Para finalizar, vejo que enrolação é conosco mesmo. Abração, fui.
Adhemar, 28/03/2008
Projeto de 1996 ou 1997, ainda não construído para Igreja de Santa Luzia, em Mauá / SP. De vez em quando sonho em ganhar sozinho na mega-sena para construí-lo, de tão bonito que eu acho que é. A iluminação natural incidindo na nave e no altar, a acolhida aos fiéis que a forma de concha dá… O salão paroquial (edificação retangular que se vê a esquerda) a comunidade já fez.

Em 2012...
Ainda não ganhei na loteria, portanto, continua como está...
Arquivado em: ArquiteturaOpinião I Comentários (0)
Adhemar, 11/11/2012

domingo, 17 de junho de 2012

Meu tio (Sanna)

Despedida de um fã




Uma nova estrela ascendeu, acendeu.
E como entendia de luz, de luta…
Pequena estatura física irradiando uma grandeza
cujo diâmetro será infinito enquanto durar sua obra.
Sua obra, como a de outros mortais,
não é exatamente o que fez; mas o modo como fez.
Com vontade, com força, com determinação.
Com orgulho, tenacidade, altivez, independência.
E ainda lhe sobrou espaço para estender a mão.
Sei que sim.

Dentre tanta gente que há neste mundo,
se distinguiu por ver mais longe, mais rápido e melhor.
Não se contentou com o óbvio e, do simples,
fez o sofisticado, o eficiente.
Decolou - sem o dispensável reconhecimento público -
da mediocridade geral do nosso século.
Vai habitar o plano superior dos especiais, seus iguais.
Perante quem o conheceu,
será sempre uma imagem de firmeza e luminosidade.
Independente dos pecados, da dureza e das tristezas da vida.
Tal como um cometa, enorme massa de matéria quente e brilhante,
passou, surpreendeu e sumiu.
Inesquecível e cadente.
Sua descendência incandescente carrega sua herança:

Inteligência e perspicácia.
Ousadia e perseverança.
Arte e habilidade.
Técnica e dedicação.

Cada um leva também o orgulho de se saber capaz e as lindas cores da Fênix.

Para Antonio Sanna (20/04/1922-17/06/1998)
[Adhemar - S. Paulo, 18/06/1998]


Amigo, mais do que Tio.

Hoje completam-se dez anos de ausência. Éramos muito próximos, ele tinha uma grande paciência comigo, desde algumas conversas de tio para sobrinho, na minha adolescência, até o me levar a algumas empresas conhecidas dele, no empenho por um emprego de desenhista para o aspirante a arquiteto. E quando fizemos um projeto de iluminação para uma academia de ginástica? Fizemos não, ele fez. Me ensinou a calcular a luminosidade necessária para os ambientes, conforme a luminária e o tipo de luz emitida, inclusive. Me honrou com sua companhia me convidando para conhecer seu laboratório de testes de iluminação em sua casa (à época, o único certificado no Brasil por uma instituição internacional especializada no assunto). Fez testes de iluminação para as maiores fabricantes de luminárias do Brasil (aliás, é autor dos projetos da iluminção original da pista de descida da Rodovia dos Imigrantes, em São Paulo, e do Aeroporto Intercional do Galeão - no Rio de Janeiro). Inventou e fabricou brinquedos pedagógicos. Nunca se vangloriou disso, e nem de ter projetado o atual formato das máquinas de lavar roupas com a tampa em cima. Nascido na Itália, perdeu a família na segunda guerra mundial. Enfrentou todo o tipo de dificuldades e de preconceitos (tinha um ligeiro defeito em uma das pernas em consequência de uma poliomielite). Mas dificuldades físicas nunca o impediram de trabalhar. Tinha um gênio pra lá de difícil, mas era amoroso, sem que se esperasse dele um passar a mão na cabeça. Mas o coração era enorme, e mole. Sua vida daria um livro dos bons (quem sabe se por estas mesmas mãos que ora relembram com tanta saudade), de aventura, romance, sofrimento e glória. E no desfecho, só omitiria a covardia deste pretenso admirador entusiasta, que nos últimos tempos de sua vida, hospitalizado, doente, e até mesmo no dia de sua morte, preferiu chorar de longe.
Adhemar, 17/06/2008.

Catorze anos então
 
No resgate dos textos do blog original, não poderia deixar de registrar este. Os motivos estão explicados no próprio texto, e no comentário que resgatei também, consta nos comentários, abaixo.
 
Adhemar - 17/06/2012.

domingo, 25 de março de 2012

Quatro anos de "ARQUITETURA&POESIA"

Os cinco "posts" colocados abaixo foram os primeiros publicados em 2008 - entre 24 e 26 de março - quando começou o "Arquitetura & Poesia - Literatório". Originalmente publicado no "Terra", em janeiro do ano seguinte o "blog" ganhou a "estação repetidora" aqui no "blogspot". De junho de 2011 para cá, o espaço acabou (acho) e não consegui colocar mais nada por lá. A reapresentação de algumas coisas é simplesmente para salvar a memória do que ficou publicado só por lá (uma vez que não consegui salvar um "back-up"...). E pra finalizar, nunca havia publicado um projeto por aqui; então já vão logo dois!

Abraço,

Adhemar, 25/03/2012

OLÁ!

Meio de surpresa, meio de molecagem resolvi criar (?) este "blog", coisa que há muito tempo tinha vontade de fazer. Minha tagarelice extrapolou os limites das folhas dos meus cadernos, dos ouvidos dos meus circunstantes e dos limites do meu pensamento; a cabeça como um lugar pequeno demais (metáfora literal?) para contê-los; opiniões demais sobre assuntos demais; precisava de um fórum insuspeito para registrar poesias e outros escritos e testar a opinião alheia sobre o interesse que eles possam ter além do desabafo manifesto e subjetivo que eu acho que são. Não sei se isto vai durar; tentarei fazer que dure, cresça e se espalhe. Pretensões à parte, espero aprender a usar este recurso com a máxima interação possível. Portanto, não passem por aqui sem dizer nada. Deixem uma palavra, palavrão, crítica, xingo ou elogio. Prometo em breve anexar as poesias e outros textos, fotos de projetos e obras, embora eu desconfie que vamos descambar para a literatura - escrever - para mim, é mais do que uma ansiosa paixão. Um grande abraço aos aventureiros virtuais.
Adhemar, 24/03/2008.
Arquivado em: Opinião I Comentários (9)

sábado, 25 de fevereiro de 2012

VITOR-12

Aqui estamos diante da lenda real,
do sorriso elegante,
da implicância cordial;
do companheiro pra adiante,
do idolatrado especial.

Um príncipe feito um rei,
um rei feito general.
Das coisas todas que eu sei
transmiti o essencial;
o resto penso que ensinei...

O ontem o fortalece;
no hoje ele cresce
e amanhã ele aparece.

Ao Vítor - a quem todos querem bem -
vai daqui um graaaande abraço.
Pelo aniversário, parabéns!
Pela pessoa que você é, outro abraço!
Meu grande amigo, companheiraço...

Feliz aniversário e juízo, hein!!!

P/ VS (em 25/02/2012)
[Adhemar - São Paulo, 24/02/2012]

VS (foto: SM)


quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

MARCO-17

O gênio da atenção, das percepções.
O fórum da justiça limpa.
Deus, tão presente em sua descrença.
A força crescente, destaque na multidão.

A permanente tensão da inteligência.
A gentileza nos gestos rudes.
A irreverência perspicaz e alegre.
A força crescente das opiniões.

Os pescoços virados, das meninas
(e seus comentários sorridentes).
Aos competentes trabalhos,
só falta apresentação.

Dominar o mundo aos dezessete anos
ainda é só opção...

P/ Marco Luiz (em 20/01/2012)
[Adhemar - Atibaia, 07/01/2012]

A ilustre figura, no estádio Centenário, Montevideo.


domingo, 25 de dezembro de 2011

Natal da Vó Júlia

Bichos saídos da casca. Louvores.
Saber da chuva só de olhar o céu.
Saber das plantas e conversar com elas.
Saber das crianças e todas as suas fases.
Conhecer o marido, as filhas, todos os netos. Os bisnetos. A tataraneta.
Louvores.
Os panetones feitos à mão,
o macarrão com nozes.
O arranjo de frutas.
Saber fazer das dificuldades uma alegria determinada.
Ensinar e aprender.
Montar o presépio, a árvore,
esperar de presente a genuína alegria das crianças -
bichos saídos da casca.
Lapidar uma jóia chamada família e agregá-la em torno de si até o último momento,
até o último suspiro;
fazer todos nós passarmos o último natal em torno dela
- como em todos os outros até então.
Um símbolo que se despediu mesmo na véspera de sua festa predileta.
Vai encontrar outros entes queridos já perdidos nessa outra esfera indecifrável,
certamente no paraíso;
próxima ao Deus pai.
Mãe, Vó, Tia, Bisa...

P/ Júlia Iandoli de Oliveira Braga (02/11/1914 - 24/12/2011)
[Adhemar - São Paulo, 25/12/2011]

Vó Júlia e Vô Luiz - Reveillon 2000-2001


sábado, 12 de novembro de 2011

Todos os dias e hoje

Me levanto todos os dias repetindo o mesmo ritual: agradeço a Deus o privilégio e a benção de estar mais um dia neste mundo. Poder ver o sol ou a chuva, sentir calor ou frio... Fazer minha pequena parte para contribuir com alguma coisa aqui, mesmo que ninguém perceba, mesmo que ninguém retribua. Tenho aprendido a reconhecer as recompensas desde o menor sorriso que por acaso alguém me dirija, até a maior ofensa que alguém me faça; injusta ou não, agradeço a oportunidade de aprender. Descubro que não há, de fato, nenhum inimigo por aí. A gente é que rotula aqueles que pensam diferente da gente, ou pensam (e agem) como a gente não gosta; esquecemos que é problema deles, mas quando me lembro, me perdôo por ser tão intransigente e deixo pra lá. Claro que o orgulho conta... Mas não pode nos dominar até nos deixar infelizes por causa daqueles que a gente acha que querem nos prejudicar.

Tenho aprendido que a gente não consegue tudo o que quer, que Deus aparentemente nos "tira" coisas ou pessoas; na verdade, Ele apenas está ensinando algo pra nós e aos outros, se o tempo da coisa ou pessoa acabou, ela sai de nossa vida e pronto. Tenho aprendido a chorar essas perdas sem que elas doam tanto, afinal Ele sabe o que faz. Como pode ver, tenho aprendido a seguir meu caminho tentando entender - e respeitar - a divina justiça, tentando merecer cada abençoado novo dia de vida e aperfeiçoar o que sou, por pouco que possa parecer.

Ao final dessa oração diária, feita logo ao acordar, invoco outro "mantra" que tem me ajudado a atravessar até os dias mais difíceis: "hoje, nada vai me aborrecer". E sigo esse firme propósito até ir dormir outra vez.

Grande abraço,

Adh

Carta p/ Gaby em
http://gabysp.wordpress.com/2010/01/11/desistir-jamais/#comments

[Adhemar – São Paulo, 14/01/2010]

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Outros rumos

Freqüentemente eu me pergunto em que ponto é que a gente perde as rédeas do próprio destino. Qual é esse momento mágico - ou trágico - quando a gente começa a agir no embalo, através de impulsos forçados pelas circunstâncias. Quando é que começa a reflexão sobre nossos "deveres" e isso acaba justificando pra nós mesmos as nossas decisões; e quase todas contrárias ou em desacordo com as nossas mais profundas convicções.
Será ao final da infância? Será que é por isso que os adolescentes são tão rebeldes? Por que percebem a camisa-de-força que a família em particular e a sociedade em geral quer enfiar neles? Alguém consegue viver plenamente a seu modo no mundo de hoje? E antigamente? Alguém conseguia?
Digo isso porque estou assistindo a dois filmes distintos: os meus filhos tentando assimilar seus papéis sem saber que são papéis falsos - ou forçados - e querendo mergulhar nesse redemoinho devorador de personalidades e modelador de autômatos; e a minha própria história em que a maioria das ações empreendidas, mesmo as melhores, não passaram de uma fantasia, uma máscara ou um cenário estudado e justificado para parecer independente e original. De tudo o que sonhei fazer na adolescência, ou seja, de minhas aspirações mais autênticas, só realizei a família. Pode não ser pouco; mas todo o resto foi - e tem sido - uma categórica encenação perante a "comunidade". Mal consigo viver do que sei fazer, não chego a ser de fato escritor - como profissão - não sou professor e ainda por cima estrago o arquiteto (aspiração que considero legítima, mas que surgiu num improviso) administrando a mesquinha miudeza de um dia-a-dia inexpressivo, por vezes chato, direcionado a trocar uma suposta competência por uns poucos dinheiros. E me desespero porque não quero este tipo de angústia pros meus filhos, quando chegarem à idade em que estou, fazendo este tipo de questionamento para se conformar com a vida que levaram, criando justificativas do tipo "jogo do contente" e formatarem seu futuro nessa mesma base porque será muito tarde ou muito difícil e radical mudar de postura; e assimilarem a consciência de que assim será enquanto durarem neste mundo. Ou pior, se carregarem de culpa porque comem enquanto há tantos famintos.
Não quero parecer ingrato porque, apesar de tudo, a vida – Deus – foi muito generosa comigo. Apesar de estar reclamando eu tive, sempre, muita sorte. E isso me deixa preocupado pois – pelos privilégios e pela trajetória sem sobressaltos até agora – me sinto em dívida com o mundo. Devia realizar algo além das "obrigações" porque alguém tão abençoado não pode passar pela vida sem algo mais. Tudo bem que estão aí três seres humanos extraordinários para nos suceder; mas a vida, neste momento, me cobra mais. Porque posso mais. Mas como, se me sinto refém da própria história criada por mim para esse obscuro protagonista que sou eu?!
[Adhemar - Santo André, 19/09/2008]

domingo, 23 de outubro de 2011

BATE PRONTO

(Arquitetura e poesia: literatório - 26/04/2008)

Um Atrevimento: pensar que a gente faz a própria cabeça sozinho.

Uma Busca: o motivo de estar aqui, no "planetinha azul".

Uma Coordenada: quando descobrir o que estou buscando, inventar outra coisa!

Uma Dor: o mundo conter tantos males e não saber que fim isso vai ter.

Uma Experiência: tentar ser professor...

Uma Frustração: o que é a felicidade?!

Um Gosto: tipo um capricho? Ser escritor, ora!

Um Homem: podendo apontar só um, então é o meu pai.

Uma Idéia: a implantação da anarquia, no sentido grego da palavra; "sem governo". Acho que todo mundo deveria saber se comportar, fazer a obrigação sem precisar ser fiscalizado. Exagerei? Acho que deveria ter dito isto em "uma Utopia"...

Um Julgamento: ninguém, absolutamente ninguém está no "planetinha azul" a passeio.

Uma Lógica: Deus existe e manifesta continuamente a sua existência. A infelicidade e os horrores perpetrados pelos seres humanos passam por ignorar (ou por não interpretar) os sinais; por exemplo, Jesus foi o maior, o mais claro e o mais óbvio desses sinais.

Uma Mulher: neste item, sem fazer média com a mãe, com a esposa, irmã, primas ou tias; Maria, a mãe de Jesus. É fora de série.

Uma Necessidade: a de ter a família por perto, amigos... A solidão pode até ser legal de vez em quando, mas é assustadora quando você se dá conta.

Uma Opinião: acredito na continuidade da vida após este pedaço que estamos vivendo aqui; em outras palavras, nossa alma é imortal.

Uma Provação: ter que enfrentar, encarar ou frequentar órgãos públicos. Qualquer um, por qualquer motivo.

Uma Questão: pra quê tantas regras? A gente já está aqui mesmo, por quê complicar com normas de comportamento, leis, pecados, tabelas de infrações, nãos, nãos e não?!

Uma Resposta: nada é impossível, só que milagre demora um pouco mais.

Um Sonho: ver cada ser humano funcionando perfeitamente como uma pequena mas precisa engrenagem neste fabuloso mecanismo chamado mundo, ninguém infeliz (xiii, outra utopia aí...).

Uma Tradição: achar que ninguém é culpado até que se prove o contrário.

Um Ultimato: farei o que for preciso para ver os meus três filhos encaminhados. Entenda-se 'encaminhados' por 'andando pelas próprias pernas', trilhando seus próprios caminhos sem depender de ninguém, inclusive deste fã número 1 deles.

Uma Viagem: aquela que vai me levar para outros desafios depois de cumprir as tarefas desta etapa (no "planetinha azul"), se Deus achar que mereço... Ainda estou na fase de ter mais curiosidade do que medo em matéria deste assunto.

Um Xamã: minha mãe...

Uma Zebra: no sentido "lotérico" da palavra? Descobrir que não é nada disso, a vida era só pra se divertir, comer, beber, brincar, dormir...

[Adhemar - Santo André, 25/04/2008]

domingo, 9 de outubro de 2011

ÍNDICE

Acabei de tomar banho. Sensação boa de asseio e finalmente cheiroso depois de um dia de intenso trabalho. Meio vestido, sento na minha cama e me deparo com a pilha de livros que está sobre meu criado-mudo.

Antes de falar dos livros, vamos aos objetos que os acompanham: o movelzinho é quadrado, de madeira escura e os livros estão divididos em três montes. O quarto quadrante do tampo do criado-mudo é ocupado por um rádio-relógio-telefone que tem a idade do meu casamento (assim como o movelzinho). Logo atrás dele está o primeiro monte de livros (e o mais alto). No canto do fundo, onde as paredes do quarto fazem o "L", estão dois livros embaixo do abajur - na verdade uma luminária de mesa de escritório - de base quadrada e lâmpada dicróica que, apesar do pessoal pensar que é chique, dá choque e esquenta perigosamente quando está acesa. Na frente da luminária e ao lado do rádio relógio estão outros dois livros. No meio dos livros há um bloco velho com folhas em branco (melhor seria dizer em amarelo); afinal, nunca se sabe quando uma ideia vai nos acordar, por isso a caneta na gavetinha logo abaixo... Completando o conjunto, dois guias do convênio médico (*1) e um rádio de pilhas (*2) - sim, um desses que se leva ao futebol pra colar no ouvido - aninhado na base da luminária-abajur.

Eis o inventário desta mini-biblioteca (será que os livros mais próximos de um homem são capazes de revelá-lo? Desvendá-lo para além do mistério de ter os livros à mão ao invés de tê-los na estante junto com tantos outros títulos? Veremos!) ordenado de cima para baixo, por lugar ocupado na pilha, seguido por um breve comentário.

1) O Evangelho segundo Jesus Cristo (*3) - de José Saramago.
A ser lido ainda, sou fã do autor de quem já li "A caverna" e "Jangada de pedra". Leitura densa, difícil, mas adoro o jeito de escrever do autor português.

2) As mentiras que os homens contam (*4) - de Luís Fernando Veríssimo.
Simplesmente idolatro o autor, cronista de mão cheia. Os livros dele que li se contam à dezenas, inclusive este, preciso guardá-lo.

3) Uma breve história do mundo (*5) - de Geoffrey Blainey.
Este livro escrito pelo professor americano é sobre a evolução da humanidade, suas origens e seus movimentos na ocupação do planeta. Didático sem ser muito maçante, mas ainda estou no capítulo 2!

4) O Segredo (*6) - de Rhonda Byrne.
A autora australiana resolve "revelar" e transmitir um conhecimento ancestral capaz de transformar a vida da pessoa, se ela assim o desejar. Não é muito inédito, é? Lido até quase o fim, acho que eu devia terminar a leitura para ficar milionário.

5) Leite derramado - de Chico Buarque.
Sou fã do autor, já li "Estorvo" e "Budapeste" e duas biografias dele escritas por outras pessoas. Mas este é um livro chato, meu ídolo que me perdoe. Também não acabei de ler, estou antes da metade, e mais não digo!

6) O guia das curiosas (*7) - de Marcelo Duarte e Inês de Castro.
Opa! Este não é meu!!! Stella - que tem o criado-mudo mais congestionado que o meu - deve ter posto este livro aqui pra livrar espaço ou pra me testar. Mas eu juro pra vocês: só li a capa!!!!!

7) As confidências de Arsène Lupin (*8) - de Maurice Leblanc.
Ainda não tenho todos os livros sobre o famoso "Ladrão de Casaca", sem dúvida meu herói de infância, não superado nem pelo Tarzan de Burroughs. Acho que reli este livro umas cinquenta vezes; daqui uns dias estarei andando por um dos cenários de suas aventuras. Voilá!

8) Os caminhos de um pracinha (*9) - de Vicente Pedroso da Cruz.
Já li duas vezes, está aqui para ser relido outra vez. O Sr. Vicente é meu vizinho, esteve presente na IIª. guerra mundial com a FEB e conta a história de quem viu de dentro, de forma simples e objetiva, sem drama. Este é um dos meus heróis de carne e osso.

9) A literatura portuguesa através dos textos (*10) - de Massaud Moisés.
Livro dos meus tempos de escola, tem mais de trinta anos! Apanhei-o da estante para esclarecer umas dúvidas, tempos atrás. Apesar de capenga (capa soltando, folhas amareladas) é bonito, muito objetivo, dá uma ótima panorâmica sobre o assunto que trata.

10) O eu profundo e os outros eus (*10) - Fernando Pessoa (e seus heterônimos).
Tem a mesma idade de seu predecessor nesta lista, talvez seja um dos livros que me atraiu para a poesia. Sobre o poeta português e sua genialidade melancólica não há nada que eu possa dizer que já não se saiba...

11) Noções de literatura portuguesa (*10) - de Y. Fujiama.
Este livro foi de meu pai, está comigo por causa do meu interesse pelo assunto. Não o li mais que superficialmente e a maior curiosidade deste livro é que em nenhum lugar consta o prenome do autor de sobrenome japonês e cuja inicial é Y.

12) Antologia poética (*10) - de Vinícius de Moraes.
Ganhei de Stella quando a gente ainda namorava, em janeiro de 1989. Eu já conhecia o autor; vocês conhecem...?

13 e 14) Antologia da literatura brasileira, volumes I e II (*11) - de Antonio Medina Rodrigues, Dácio de Castro, Fernando dos Santos Costa e Ivan Teixeira.
Só um ano mais novo do que seu "colega" de literatura portuguesa. Fui aluno do primeiro dos autores citados quando fiz o cursinho, em 1981. Saíram da estante na conferência que me obriguei a fazer para ter certeza de que um soneto meu tinha sido escrito por mim! (À época, não resisti e "assaltei" a biblioteca de minha mãe e reli algus clássicos como Bilac, Castro Alves, Gonçalves Dias e companhia bela, além desses dois volumes didáticos). Virou, mexeu ainda os consulto por qualquer motivo.

15) Os Lusíadas - Luís de Camões.
Olha só, confesso: acho que inventei esta crônica só para falar desse livro! Primeiro, porque foi de meu pai; é uma edição antiga escrita em português original (?) - imagino que quase como o próprio Camões o redigiu... Se não foi em latim... Segundo, porque sobre ele meu pai estudou, a prova são inúmeras anotações feitas à lápis no próprio livro e outras tantas em papéis soltos dentro dele com a caligrafia miúda e elegante do meu velho. Um triste acidente sem data: a folha que contém as páginas 331 e 332 está rasgada, falta-lhes quase metade, cortando os versos do canto décimo - das estrofes 80 até 87.
A edição é repleta de notas explicativas e, apesar da idade do livro, está com bom aspecto. Ao entregá-lo a mim, minha mãe o pôs dentro de uma capa de couro marrom, menor do que o próprio o livro, mas que o protege bem. De quando em quando me pego a lê-lo, pequenos trechos que não consigo vencer porque me vejo examinando as anotações de meu pai; sobre figuras de linguagem, análise sintática, sinônimo dos vocábulos que não constam das notas, morfologia das palavras... E o meu pensamento transcende para aquele rapaz debruçado sobre o livro, talvez da mesma forma que eu esteja fazendo nos momentos em que o leio. Talvez - aquele rapaz d'antanho - divagando sobre a faculdade de direito que queria cursar e não o pode fazer por causa de dois décimos abaixo da nota mínima em latim. Talvez pensara que Camões o pudesse ajudar; quem sabe o ilustre português não tivesse escrito sua obra na língua-mãe...
Talvez estivesse pensando sobre se um dia tivesse um filho, esse indivíduo se debruçasse sobre o mesmo livro recordando o pai com um enorme carinho, cheio de saudade.
É ou não é uma edição muito rara?

Bem, meus amigos, é isso. Eis que uma lágrima pinga sobre esta folha como um ponto final neste inventário que se transformou numa recordação...

[Adhemar - São Paulo, 26/03/2010]

Índice revisado (*notas)

(*1) Atualmente esses guias médicos estão guardados em outro local.
(*2) Lamentavelmente, o radinho amarelo levou um tombo fatal e foi descartado, meses depois deste texto ser escrito.
(*3) Já lido e devidamente guardado, correspondeu a minha expectativa, mais do que deveria até.
(*4) Assertiva cumprida, guardei-o.
(*5) Continua na mesma, apesar que tirei o livro de lá e não sei onde está...
(*6) Continuo o mesmo pé-rapado de sempre, não terminei de ler e guardei assim mesmo, abrindo lugar.
(*7) Devolvido sem ler!
(*8) Guardei-o junto com os outros da coleção; não andei pelo cenário anunciado, não naquela época do texto, mas mais de um ano depois.
(*9) Relido e guardado, frequentemente encontro o autor em conversas sobre os tempos da grande guerra e outros, sobre o nosso Tricolor do Morumbi e sobre os filhos; ele tem duas filhas que criou praticamente sozinho, ao ficar viúvo quando elas eram pequenas.
(*10) Devidamente guardados. Embora ao Pessoa eu retorne amiúde.
(*11) Devidamente guardados, saíram de baixo da luminária.

Sobre esse texto escrito há mais de um ano e meio, cabe esta 2ª. edição revisada! Isto porque um surto de organização me fez guardar alguns dos livros elencados (conforme as notas numeradas). Sobre o movelzinho de canto - que eu deveria ter fotografado à época para mostrar o espanto dos quinze livros empilhados então - estão outros títulos. Além do velho bloco de folhas amareladas. Vejamos:

1) Florbela Espanca, poemas - de Maria Lúcia Dal Farra.
Biografia da poetisa portuguesa contendo seus poemas e célebres sonetos. Comprado num impulso do tipo oportunidade-preço-capricho, já estou além da metade. É... Fascinante!

2) Arcanjo Isabelito Salustiano e outras crônicas - de José Cláudio Adão.
Do meu amigo Cacá, do blog "Uai, mundo?", chegou ao topo da pilha: estou na iminência de começar a leitura.

3) Leite derramado - Chico Buarque.
Já cheguei na metade, continua chato, apesar de brilhantemente escrito.

4) Sabres e utopias - de Mario Vargas Llosa.
Ganhei de presente, a iniciar. Também sou fã do escritor peruano.

5) A cabana - de William P. Young.
Também ganhei, está na fila. Me disseram que a história é linda... A conferir.

6) A hospedeira - de Stephenie Meyer.
Não conheço a autora. Comprei no supermercado, tipo uma baciada. Ainda não li.

7) Os Lusíadas - Luís de Camões.
Cativo no lugar, livro de cabeceira...










Cabeceira (fotos: Adh2bs)

Adhemar, 09/10/2011.

domingo, 23 de janeiro de 2011

MONTEVIDEO

Paro um instante à janela; contemplo o Rio da Prata. A vista se perde longe, o Prata largo como o mar. Seu estuário é tranquilamente majestoso. Penso nas voltas que o mundo dá. Penso nas razões que nos trouxeram pra cá. Imaginava encontrar "una vieja ciudad". Encontramos uma cidade rejuvenescida, desde o Aeroporto Carrasco (reformado há um ano, modernizado - lindo) e pela margem do rio uma Montevideo moderna, de prédios, casas e pontes arrojadas, avenidas largas, arborizadas e bem iluminadas. Ao entrar na cidade nos afastando do rio é que encontramos a "ciudad vieja" - que é como eles a chamam aqui - com seus prédios antigos, sua face européia mais evidente. Mas as pesoas são igualmente educadas e receptivas, bem humoradas; talvez ligeiramente aborrecidas com a invasão dos "bárbaros" em seus recantos e domínios mas certamente orgulhosos e solícitos em vista de tanta gente querer conhecê-los.

Peço mil perdões pela invasão. Mas preciso dizer que sinto um enorme afeto por este recanto do mundo, encantador e civilizado, chamado Montevideo.

Um forte abraço, Uruguay.

[Adhemar - Montevideo, 06/01/2011]

Montevideo, República Oriental do Uruguay

Em respeito a esta admirável cidade e ao país, preferi manter as grafias originais dos seus nomes, como os escrevem aqui.

Adhemar - Montevideo, 06/01/2011.


Vista do Prata, Montevideo (foto: SM)




















Terraço à margem do Prata, Montevideo (foto: SM)



















Rambla Costanera, Montevideo (foto: SM)

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Maturidade 16



Olhar por cima,
olhar de cima.
E ver mais longe.

Olhar de perto,
ver mais detalhes.
Apreender detalhes
ainda que ocultos.

Pensar pra frente,
evitar discursos.

Não admitir intrusos
na própria mente
e, propriamente,
juntar recursos.

Usar o intelecto atento
pra estar na frente,
pra estar adiante.

Liderar o grupo,
ainda que sutilmente.
Fotografar, tocar guitarra,
ser popular com sua gente.

Saber sorrir,
dosar as forças
mesmo que todo músculos.

Caráter inflexível,
princípios estabelecidos;
e metas ou limites
para viver grandiosamente.

Assim é hoje,
aos dezesseis anos
- e tomara sempre -
Marco Luiz.

P/ ML, a pedido de VS
[Adhemar - São Paulo, 20/01/2011]

Maturidade quase 11

Terminei o dia de ontem recebendo um repto do caçula, Vítor: "vai postar uma poesia pro Marco amanhã?" Surpreendido, a princípio disse que não, não tinha nada pronto na hora. Mas os rapazes daqui fazem por onde merecer umas impressões do pai, ainda que de encomenda...

Parabéns, Marco Luiz!

Adhemar, 20/01/2011.

domingo, 7 de novembro de 2010

Centenário

Estivesse entre nós,
faria cem anos.
Foi um gênio, foi feliz.
Deu exemplos, mangas, panos,
simplesmente, Vô Luiz.

Benevolente, tolerante,
muito juntos andamos.
Trabalhou sempre honestamente
o quanto quis;
sempre alegre, líder, soberano:
simplesmente Vô Luiz.

Bem humorado, atento, inteligente,
ativo, livre e protetor.
Solidário, acolhedor, hospitaleiro,
um gentleman, como se diz.
Conselheiro, um homem verdadeiro,
simplesmente Vô Luiz.

E eu aqui, "canalhamente te usando",
como tema nesta homenagem dos cem anos,
te agradecendo tantas coisas que aprendi
- inclusive que não somos um ovo, somos humanos -
com o inesqucível Vô Luiz.

[Adhemar - São Paulo, 06/11/2010]

100 ANOS!!!

Ao meu avô por parte de mãe, pessoa ímpar neste mundão de Deus, cuja principal lição que nos legou, talvez, seja que não somos seres exclusivos, solitários, mas talhados para viver em sociedade já que nos originamos de pelo menos dois! Nunca se furtou de se expor para dividir (e não para se mostrar...), transmitindo sua experiência e sua alegria inclusive a quem não sabia o que é isso. E tivemos, nesta família, o imenso privilégio de uma longa convivência. Um grande abraço ao nosso guru, onde quer que esteja, recheado desta saudade apenas ligeiramente melancólica...

Adhemar - 07/11/2010

PS - Por sinal que hoje é aniversário de outra grande figura desta família... Citado nesta data em 2009, vale relembrar, cliquem nov/09 no link ao lado! O ano de 2010 é particularmente interessante porque muita gente aqui atingiu cifras redondas, tais como 65, 15, 60, 10, 20, 55... Só pra ficar em alguns. A todos um grande abraço e mais cem, mais cem, mais cem!

sábado, 30 de outubro de 2010

SEM RASCUNHO

Mudanças.
Como alguém indo morar na casa da filha.

De emprego.
Necessária mas temida,
dezena de razões para sair,
uma poderosa razão para ficar.

Bandeiras.
Oscilando pra lá e pra cá.

Política.
Todo mundo precisando
de uma visão mais feminina no poder;
mas inclusive e principalmente mulheres
não querendo reconhecer...

Resistência.
Ao massacre nos conflitos de opinião.

Equipamento.
Novo instrumento de comunicação
e de trabalho
e diversão!

Véspera.
Tudo isso a um passo dos dias que virão.

Registro.
Espaços abandonados
retomados com a mesma alegria de sempre
e muita empolgação.

[Adhemar - São Paulo, 30/10/2010]

Mudanças...

Um mês e tanto, este outubro, acho que nem quando viajei fiquei tanto tempo sem vir aqui. Ainda bem que não ganho por post! Enfim, como se diz no interior, "ói nóis aqui traveiz!"

Boa eleição a todos.

Adhemar, 30/10/2010.