Ali parada, muito quieta,
deixa passar a paisagem;
contemplativa,
só a mente está ativa.
Deixa a perna desdobrada,
olhar distante, pensativa.
O mundo fora indo adiante,
feiura e beleza irmanadas,
estampadas, assumidas.
Mas não é isso que a preocupa
ou que a deixa indiferente;
não é a miséria que a comove,
ou a dor ou a injustiça.
Inverte a perna desdobrada...
e suspira.
O calor não lhe diz nada,
nem o azul
do céu de primavera;
nem o cabelo
que balança quando vira
para olhar uma fachada
ou obra prima.
Também não é esta viagem
programada e sentida,
por dever de ofício planejada
e em boa hora empreendida,
que lhe traz nuvens à fronte
e quase lágrimas em cortina.
Ali parada, muito quieta,
curte a saudade de uma pessoa querida
que ao coração lhe partiu,
se despedindo,
pouco antes de sua própria partida...
[Adhemar - Milão, 07/04/2014]
Estrutura central, circulação entre os pavilhões da Fieramilano (fotos: SM)
Hotel Auriga - Milão (foto: SM)
Hotel Armani - Milão (foto: SM)
Quase um sonho.
Imagino.
Te vejo sorrir.
Sorrio.
Quero cantar.
Assobio.
Imagino.
Te vejo sorrir.
Sorrio.
Quero cantar.
Assobio.
Meu relógio me diz:
- Hora de ir.
O portão não se abre.
Partir?
Perco a chave, a carteira…
Mas é você, eu sei!
- Hora de ir.
O portão não se abre.
Partir?
Perco a chave, a carteira…
Mas é você, eu sei!
Sei que fico.
A lua ri de mim.
Advinha…
Quando olha…
Eu não fui!
Tuas mãos?
Dentro das minhas.
A lua ri de mim.
Advinha…
Quando olha…
Eu não fui!
Tuas mãos?
Dentro das minhas.
P/MG
[Adhemar - novembro/1981]
[Adhemar - novembro/1981]





