O amor, ah! O amor,
de que tanto se fala...
Gostar daquela mala sem alça,
xingar, apostrofar
e chamá-la ou chamá-lo de volta...
O amor...
Sua alma descalça,
a fé, a crença e a dor.
Amor, oh! Amor,
felicidade bendita,
norma de conduta não escrita,
coração, fidelidade...
Amor, palavra tão curta,
tão breve e profunda;
mesmo sussurrada se escuta
e o espírito de lágrimas se inunda...
Amor, amor, amor.
Na doçura e na doença,
na mágoa e na desavença,
na ventura e no calor.
Amor é o apelido da amada,
do amado, querido e querida.
Amar traz a alma enlevada
pois amar é a própria vida!
[Adhemar - São Paulo, 16/07/2008]
Impressões pessoais e a sutileza que entremeia diferentes expressões destas artes: a arquitetura da poesia e a poesia da arquitetura! Vida. (Imagem: Vista Urbana 1 - Desenho & foto: Adh2bs)
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
domingo, 14 de dezembro de 2014
INTERPRETAÇÃO REDUZIDA
Força ao pensamento.
Não parece muito tempo.
Diferente número bastante.
Soltas amarras, velas ao vento.
Salvas ao navegante.
Atitude exótica.
Heroísmo de encomenda.
Soltas amarras, vamos nós à parte prática,
destrambelhada e neurótica
dos movimentos à venda.
Firmar-se no presente,
pés plantados no convés.
Soltas amarras e dilemas importantes,
mudando rumos
nessa existência incoerente...
[Adhemar - São Paulo, 13/10/2011]
Não parece muito tempo.
Diferente número bastante.
Soltas amarras, velas ao vento.
Salvas ao navegante.
Atitude exótica.
Heroísmo de encomenda.
Soltas amarras, vamos nós à parte prática,
destrambelhada e neurótica
dos movimentos à venda.
Firmar-se no presente,
pés plantados no convés.
Soltas amarras e dilemas importantes,
mudando rumos
nessa existência incoerente...
[Adhemar - São Paulo, 13/10/2011]
sábado, 13 de dezembro de 2014
REVALIDAR
Tentativa de "nascídio"
sair do ovo
parar ao sol
Movimento pouco
absorção de energias
pra depois vivenciar
pra depois sobrevivências
pra depois saber sorrir
pra saber viver
Parar ao sol
olhar azuis verdes azuis
Abrir os braços em cruz
Pensar
Viajar
Observar
Andar
Estudar
Fazer
Todos os dias,
infinitamente,
renascer
Se não houver sol
ficar sob o cinzento
sob o chover
aproveitar o vento
respirar
aproveitar a força desse temporal
Beber
Aprender
Todos os dias,
infinitamente,
até outra vez nascer...
[Adhemar - Santo André, 31/07/2014]
sair do ovo
parar ao sol
Movimento pouco
absorção de energias
pra depois vivenciar
pra depois sobrevivências
pra depois saber sorrir
pra saber viver
Parar ao sol
olhar azuis verdes azuis
Abrir os braços em cruz
Pensar
Viajar
Observar
Andar
Estudar
Fazer
Todos os dias,
infinitamente,
renascer
Se não houver sol
ficar sob o cinzento
sob o chover
aproveitar o vento
respirar
aproveitar a força desse temporal
Beber
Aprender
Todos os dias,
infinitamente,
até outra vez nascer...
[Adhemar - Santo André, 31/07/2014]
domingo, 23 de novembro de 2014
TRILHA
Pelo caminho, pedras coloridas.
O mesmo caminho, as mesmas pedras e cores.
Pássaros, som da água correndo através das pedras, mas o caminho está ali.
Perspectiva misturada com a linha do horizonte, suaves colinas de uma cor tão leve. Mas o caminho continua por detrás das colinas, sempre adiante com um final indivisível misturado com as nuvens que "enevoam" o horizonte.
Iluminado pelo sol e sob o imenso azul do céu, porém, presente e sem desvios.
O caminho já trilhado está pra trás, na proporção dos passos.
E continua sempre.
[Adhemar - São Paulo, 27/09/1987]
sábado, 22 de novembro de 2014
PAIXÃO ATREVIDA
Um toque.
Quem é?
Não é nada,
só uma sensação que passou.
Um toque.
Quem é?
Não é nada,
foi a mesma sensação que voltou.
Passou mais uma vez e voltou.
Assim foi o dia inteiro.
Porém, se fez a tocaia.
Antes do próximo toque,
agarrada,
a sensação protestou.
Foi arrastada pra dentro,
trancada e interrogada.
Foi então que ela confessou:
estando desocupada,
pegou o primeiro coração que avistou.
Tocava e corria pra cima;
escondida observava.
Depois corria pra baixo
e, passando, tornava a tocar.
Até que foi surpreendida,
apanhada,
teve que confessar.
O coração ficou comovido
e, distraído,
deixou-a ficar...
P/ B.
[Adhemar - São Paulo, 14/09/2014]
Quem é?
Não é nada,
só uma sensação que passou.
Um toque.
Quem é?
Não é nada,
foi a mesma sensação que voltou.
Passou mais uma vez e voltou.
Assim foi o dia inteiro.
Porém, se fez a tocaia.
Antes do próximo toque,
agarrada,
a sensação protestou.
Foi arrastada pra dentro,
trancada e interrogada.
Foi então que ela confessou:
estando desocupada,
pegou o primeiro coração que avistou.
Tocava e corria pra cima;
escondida observava.
Depois corria pra baixo
e, passando, tornava a tocar.
Até que foi surpreendida,
apanhada,
teve que confessar.
O coração ficou comovido
e, distraído,
deixou-a ficar...
P/ B.
[Adhemar - São Paulo, 14/09/2014]
domingo, 16 de novembro de 2014
COMPORTADO
A saudade me assaltou
rendeu-me o peito
nenhum esquecimento deixou
E na barbárie do seu ato
envenenou meu sentimento...
A saudade foi chegando
invadiu e me tomou
Quebrou tudo, se exaltou
uma velha dor foi se formando
Entre os cacos que a saudade foi deixando
uma artística luz se refletiu
Ofuscou tanto a desgraça dessa dor
que a saudade se assustando
até partiu
Nessa luz, nesse raio tão sublime
um fluido bom se insinuou
O coração, co'a esperança de um conserto
aceso e firme, te esperando, se acalmou.
[Adhemar - Corumbá, 25/07/1987]
sábado, 15 de novembro de 2014
WANTED
Já soube de quem buscasse santidade;
muita gente procura emprego;
outros tentam provar Deus
e tem àqueles em busca de si mesmos.
Alternativas de saúde,
tesouros misteriosos,
relíquias perdidas.
Tem quem queira receber o que é devido,
tem quem busque uma grana para as dívidas.
Poetas e sua luta por rimas,
ou por palavras elucidativas.
A ciência procurando luminares
que, por sua vez,
querem explicações do Universo...
E sucedem-se por quês,
a maioria deles resultando insucessos.
A saudade é uma pergunta,
a nostalgia é explicação.
Mas ainda resta a busca,
a procura por remédio
para os males do coração.
O seu par perfeito, quem não quer?
Mas aonde estará?
E na pesquisa esquadrinhada
vive-se uma vida sem que se perceba...
Até que, um belo dia,
cara a cara com o espelho
a gente se pergunte:
aonde está você?!
[Adhemar - São Paulo, 01/11/2011]
muita gente procura emprego;
outros tentam provar Deus
e tem àqueles em busca de si mesmos.
Alternativas de saúde,
tesouros misteriosos,
relíquias perdidas.
Tem quem queira receber o que é devido,
tem quem busque uma grana para as dívidas.
Poetas e sua luta por rimas,
ou por palavras elucidativas.
A ciência procurando luminares
que, por sua vez,
querem explicações do Universo...
E sucedem-se por quês,
a maioria deles resultando insucessos.
A saudade é uma pergunta,
a nostalgia é explicação.
Mas ainda resta a busca,
a procura por remédio
para os males do coração.
O seu par perfeito, quem não quer?
Mas aonde estará?
E na pesquisa esquadrinhada
vive-se uma vida sem que se perceba...
Até que, um belo dia,
cara a cara com o espelho
a gente se pergunte:
aonde está você?!
[Adhemar - São Paulo, 01/11/2011]
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
MOCHILA
Quebrei da canção um retrato
guardei um caco de saudade
quebrei um vaso de eternidade
um desastrado
Cortei a mão em vários rasgos
grudei um esparadrapo
quebrei mentiras em vários papos
molho tabasco
Dividi o amor, vários pedaços
mas não dei tudo, só fiapos
costurei mal cobras e sapos
apaguei rastros
Quebrei a cara, o peito, os braços
não emendei nem tratei
corri com pernas pra que não sei
fracos traços
Tracei rotas que não percorri
escolhi caminhos percalços
me expus à chuva, ao sol, aos mormaços
o que sequei, escorri
Guardei na sacola lembranças
da mochila que perdi
cheia das bobagens que sofri
fantasiosas e falsas
como esperança sem alças...
[Adhemar - Santo André, 13/08/2014]
domingo, 9 de novembro de 2014
PEDRAS
Saída de um pequeno orifício
rola uma pedra caída.
Desfaz um eixo, cadência.
Derruba a simetria.
Na porta de um edifício,
emergência, saída.
A pedra acha difícil
ocupar seu lugar no mundo,
ajudando uma força no prédio.
No pátio,
um parque de tradições.
Balanço, gangorra, pião.
Um alto muro espia,
uma areia forra o chão.
Há tanto riso espalhado
que a pedra sorri
alguma satisfação.
Na corda balança a bandeira;
na pedra, uma lição...
[Adhemar - São Paulo, 24/09/2011]
rola uma pedra caída.
Desfaz um eixo, cadência.
Derruba a simetria.
Na porta de um edifício,
emergência, saída.
A pedra acha difícil
ocupar seu lugar no mundo,
ajudando uma força no prédio.
No pátio,
um parque de tradições.
Balanço, gangorra, pião.
Um alto muro espia,
uma areia forra o chão.
Há tanto riso espalhado
que a pedra sorri
alguma satisfação.
Na corda balança a bandeira;
na pedra, uma lição...
[Adhemar - São Paulo, 24/09/2011]
sábado, 8 de novembro de 2014
CENTRO
Árvores na praça.
Roda girando no eixo.
A pena pulando,
a dor no peito.
A dor de saudade girando.
A pena da dó acontecendo.
O peito pulando,
a praça sem graça...
Grossas lágrimas escorrendo.
Braços cruzados,
vozes gritando
um Não às correntes.
Correntes nas árvores.
Elos grossos cruzando.
Vozes arrancando
alguns gritos descontentes.
Roda girando no eixo.
Abraço na praça.
No bravo peito,
forte esperança pirraça...
[Adhemar - São Paulo, 26/01/2012]
Roda girando no eixo.
A pena pulando,
a dor no peito.
A dor de saudade girando.
A pena da dó acontecendo.
O peito pulando,
a praça sem graça...
Grossas lágrimas escorrendo.
Braços cruzados,
vozes gritando
um Não às correntes.
Correntes nas árvores.
Elos grossos cruzando.
Vozes arrancando
alguns gritos descontentes.
Roda girando no eixo.
Abraço na praça.
No bravo peito,
forte esperança pirraça...
[Adhemar - São Paulo, 26/01/2012]
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