Moda
Alimentando um vazio
Uma paisagem de inverno
O frio é aqui...
Rosa
Anestesia e moda fofura
Uma parceira reversa
Casa moderna...
Carta
Rosa marcada
Destino ideal
Boa leitura...
Fato
Bloqueio de operação
Experiências contadas
Carta de tradição...
Lava
Fato atacado de vulcão
Cobertura e escavação
Lembrança e relíquias...
Moda
Lava areias da praia
Badalação artificial
Bloco de emoção...
[Adhemar - Santo André, 13/08/2014]
Impressões pessoais e a sutileza que entremeia diferentes expressões destas artes: a arquitetura da poesia e a poesia da arquitetura! Vida. (Imagem: Perspectiva do Labirinto - Foto: Adh2bs)
quarta-feira, 15 de março de 2017
quinta-feira, 2 de março de 2017
ESTRELA ASCENDENTE
Quando resolvo falar,
quando me torno eloquente,
quando tudo melhora
e o que é bom acontece
e a saudade me aperta...
Você não quer mais falar
com a porção gente
que sou hoje e agora;
e não sei se me esquece
e se a descisão é a mais certa...
E, se eu falo sozinho
e, minha flor também seca,
eu me lembro da sua;
o que será que acontece
se nem a um apelo responde...?
Onde está você no destino
do desolado poeta
ou pirata, nas noites de lua?
Será que me esquece
e quer me ver longe...?
Meus ouvidos testemunharam
o "nunca mais" que disseste.
Molhados os olhos que eu tinha,
onde sempre aparece
o brilho de saudade dos teus...
E as lágrimas que rolaram tristes
não desanimam jamais
de encontrar a linha dos teus passos
frente a prece elevada até Deus...
Mas se o destino quiser
que até o fim dos meus dias
eu te desencontre após cada poesia
e nem fores tu a mulher
mãe dos meus filhos...
Peço a Deus a luz que Ele tiver
e me conceda ao menos a alegria
de te saber feliz, sem fantasias;
e que eu cumpra a vida a tempo, se puder,
de ver no céu a constelação que tu és
e o teu brilho...
P/ BSF
[Adhemar - São Paulo, 02/02/1988]
ESTRELA sem DENTE
Muito barulho por nada, muita choradeira e a vida seguiu mostrando quanto erro no pedaço. Não era pra ser a mãe dos meus filhos e sumiu na poeira do tempo. Ainda assim, uma recordação pra lembrar que a vida é muito mais do que isso...
Adh, 02/03/2017.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
MANOBRA
Do tratamento ao doente
porta aberta e chão
fica livre
amarração...
Dos papéis bem organizados
escrita permanente
bem pensada
perfeitamente...
Do tudo claro iluminado
lâmpada conservada
apaga a luz
estagnada...
Do ovo quebrado a clara
na receita bem pequena
separa a casca
estratagema...
[Adhemar - São Paulo, 24/05/2014]
Marcadores:
Brincadeira,
Poesia
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017
FORMATURA ML
Eu queria marcar, de alguma forma, este momento.
O simbolismo do encerramento,
do encerramento de uma etapa.
O homenzinho crescido, adulto já,
completando a formação com a faculdade.
É verdade...
É verdade que a gente nunca ficará pronto.
A vida será sempre uma escola,
eterna e exigente.
Mas, se conseguirmos vivê-la intensamente,
poderemos enfrentá-la,
desfrutá-la,
aproveitá-la,
moral e profissionalmente.
Então, ficamos assim:
um grande abraço por enquanto,
continue de cabeça erguida
e vá em frente!
P/ Marco Luiz; definitivamente um jornalista...
[Adhemar - São Paulo, 15/02/2017]
O simbolismo do encerramento,
do encerramento de uma etapa.
O homenzinho crescido, adulto já,
completando a formação com a faculdade.
É verdade...
É verdade que a gente nunca ficará pronto.
A vida será sempre uma escola,
eterna e exigente.
Mas, se conseguirmos vivê-la intensamente,
poderemos enfrentá-la,
desfrutá-la,
aproveitá-la,
moral e profissionalmente.
Então, ficamos assim:
um grande abraço por enquanto,
continue de cabeça erguida
e vá em frente!
P/ Marco Luiz; definitivamente um jornalista...
[Adhemar - São Paulo, 15/02/2017]
quinta-feira, 19 de janeiro de 2017
PRIORIDADES
Por Yahisbel Valles
Apesar das generalizações, até que minha eu de
18 anos tinha uma certa razão... E podia ensinar minha eu de agora a ser menos
ansiosa...
Prioridades. Quem
nunca teve alguma na vida? Quando bebês, nosso único objetivo como seres
humanos era ganhar leite. Crescemos um pouco, desenvolvemos o desejo por
brinquedos. Aos 6 anos, qual criança não sonhou em ganhar uma bicicleta ou
algum bichinho de estimação? Aos 12, não vemos a hora de crescer e pararem de
nos tratar como crianças. Aos 14 vamos despertando interesse em namorar. No
aniversário de 15 anos as meninas querem uma festa ou uma viagem. Chegamos aos
16 e ansiamos pela nossa liberdade, pela carteira de motorista e por um
documento de identidade que mostre nossa suposta maioridade para podermos
entrar em uma boa festa. Vem os 17 e os 18, as aprovações no vestibular são
nosso maior desejo. E nosso maior medo também. Porém, a cada ano que se passava,
as prioridades do anterior, já cumpridas ou não, pareciam não ter a mesma
importância de antes. Ganhamos o brinquedo e depois nos enjoamos dele. Viramos
adolescentes e o que queremos é o contrário: voltar a ser crianças.
Conquistamos a liberdade sem saber direito o que fazer com ela. É que, no fim
das contas, nem nós mesmos sabemos onde queremos chegar com tudo isso.
Acreditamos que nossas realizações até o momento vêm seguindo o esperado, o
planejado, o caminho certo. Que nossas prioridades são tudo nas nossas vidas.
Que passar no vestibular é tudo. Que viajar é tudo. Que namorar é tudo. Que
seguir a carreira que queremos é tudo. Que festejar é tudo. Não vemos que as
prioridades são parte das nossas vidas, não nossas vidas em si. Que temos o
resto dela. Um resto não menos nem mais importante: um resto que é o resto de
nós também. Essencial para seguir adiante. Conciliar todos os pontos da vida é
uma tarefa difícil, mas é o mais sadio a se fazer. Porque, se você se dedicar
somente às linhas do desenho, a arte não estará concluída. Existe a pintura, o
retoque, a sombra, a perspectiva. No momento, podemos ver, querer, fazer só a
linha. Só que assim, depois, ela continuará sendo apenas uma linha. Vazia. Sem
graça. Sem expressão. Sem movimento. Sem vida.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2017
PIRÂMIDE
Sentimentos empilhados.
Poucas letras, pouco espaço;
muito pó sufocado.
Um Neruda sem capa,
um Pablo deslocado.
Poucas letras, pouco espaço;
muito pó sufocado.
Um Neruda sem capa,
um Pablo deslocado.
Sentimentos espalhados,
caídos do monte, derrubados.
Sob escombros, soterrados,
amores incertos, errados.
Sentimentos estragados,
fora da geladeira geral.
Uns no meio da rua;
outros no porão, no quintal.
Vestes da verdade nua
penduradas no varal.
Sentimentos leiloados.
O maior lance sustenta
uma luta muito lenta
por mais dor, mais moral.
Sentimentos num buraco,
pá de cal.
[Adhemar - São Paulo, 12/02/2015]
segunda-feira, 2 de janeiro de 2017
CARREGAMENTO
Na dúvida, me declaro
culpado.
Quantas assumi, não eram minhas...
Disso também sou culpado;
essa mania...
O mocinho da fita, o herói das minorias,
me desmanchando de cansaço
mas feliz pelas alegorias.
O mocinho da fita, idiota e tapado,
sem perceber que apanha o tempo todo
e só no fim é consolado...
O bandido no bem bom, aproveitando;
e o mocinho? Sendo sovado!
Aí, bem no finzinho,
a reviravolta utópica:
o bam-bam-bam encarcerado,
o babaquinha aclamado.
Todo fodido, todo ensanguentado...
Mas, até que enfim,
ganha um beijo da mocinha
e está tudo acabado...
[Adhemar - São Paulo, 02/01/2017]
Feliz 2017 a todos!
sábado, 10 de dezembro de 2016
XIS ELOS
Poderes.
Questões políticas.
Bases muito elevadas.
Plebe elitizada.
Intelectualidade.
Questões culturais.
Pensamentos baixos,
vanguardistas, atuais.
Dialética.
Contrastes factuais.
Intenções mais que ocultas
alargando o que é a ética.
Produção.
Questões comerciais.
Bases econômicas,
tabelas de preço astronômicas.
Exportação.
Pensamentos banais.
Bases externas determinadas
para nunca mais...
[Adhemar - Santo André, 29/04/2014]
Questões políticas.
Bases muito elevadas.
Plebe elitizada.
Intelectualidade.
Questões culturais.
Pensamentos baixos,
vanguardistas, atuais.
Dialética.
Contrastes factuais.
Intenções mais que ocultas
alargando o que é a ética.
Produção.
Questões comerciais.
Bases econômicas,
tabelas de preço astronômicas.
Exportação.
Pensamentos banais.
Bases externas determinadas
para nunca mais...
[Adhemar - Santo André, 29/04/2014]
domingo, 27 de novembro de 2016
CONSIGNAÇÃO
Quando você chega eu me levanto,
respeitosamente me curvo em reverência.
Muito admirado, por enquanto,
até que se consuma uma sequência.
És uma rainha no meu mundo
que a todo instante manifesta
sua graça oriunda do mais fundo
de seu âmago, sempre em festa.
És a minha amante predileta,
a mais bonita e mais constante,
quando estamos juntos me completa.
És meu ideal e fantasia,
és minha estrela mais brilhante,
sempre presente, tu és poesia!!!
P/ SM
[Adhemar - São Paulo, 10/01/2010]
respeitosamente me curvo em reverência.
Muito admirado, por enquanto,
até que se consuma uma sequência.
És uma rainha no meu mundo
que a todo instante manifesta
sua graça oriunda do mais fundo
de seu âmago, sempre em festa.
És a minha amante predileta,
a mais bonita e mais constante,
quando estamos juntos me completa.
És meu ideal e fantasia,
és minha estrela mais brilhante,
sempre presente, tu és poesia!!!
P/ SM
[Adhemar - São Paulo, 10/01/2010]
sexta-feira, 25 de novembro de 2016
PURIFICAÇÃO
Parei na praça a esperar.
Pra esperar a dor
e, por pirraça, espirrar.
É uma dor que não tem a menor graça,
uma desgraça a suspirar;
eu, que nem consigo respirar,
e a dor não passa.
Parei na praça, parei de andar.
Passo parado, esperando pra sentar.
A dor faz questão absoluta
de vir se apresentar.
Parei na praça, para ao jardim apreciar.
A preço módico,
que é o que eu alcanço pagar.
Então me canso,
a dor não deixa descansar.
Uma ameaça:
ela quer se eternizar.
Paro na praça, já não quero levantar.
O pranto passa, a dor não presta,
é uma tensão a dispersar.
Ouço canto, amigo pássaro,
que passa a assobiar.
Passam os bichos.
Passam os carros.
Passam as gentes.
Só esta dor, maldita e insistente,
é que não quer passar.
[Adhemar - São Paulo, 31/10/2016]
Pra esperar a dor
e, por pirraça, espirrar.
É uma dor que não tem a menor graça,
uma desgraça a suspirar;
eu, que nem consigo respirar,
e a dor não passa.
Parei na praça, parei de andar.
Passo parado, esperando pra sentar.
A dor faz questão absoluta
de vir se apresentar.
Parei na praça, para ao jardim apreciar.
A preço módico,
que é o que eu alcanço pagar.
Então me canso,
a dor não deixa descansar.
Uma ameaça:
ela quer se eternizar.
Paro na praça, já não quero levantar.
O pranto passa, a dor não presta,
é uma tensão a dispersar.
Ouço canto, amigo pássaro,
que passa a assobiar.
Passam os bichos.
Passam os carros.
Passam as gentes.
Só esta dor, maldita e insistente,
é que não quer passar.
[Adhemar - São Paulo, 31/10/2016]
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