Tudo passou tão depressa...
Uma surpresa tão linda...
E, finalmente, a saudade...
Um no outro ficamos
morando tão docemente...
Mas...
A vida ensinou a prudência
que inibe a intuição...
Tudo passou tão depressa...
E...
Nos falta agora o carinho
daquele momento tão bom.
Mas...
Podes crer no destino:
já moras no meu coração.
P/ MBM
[Adhemar - Pedro Juan Caballero, 27/07/1987]
Impressões pessoais e a sutileza que entremeia diferentes expressões destas artes: a arquitetura da poesia e a poesia da arquitetura! Vida. (Imagem: Perspectiva do Labirinto - Foto: Adh2bs)
terça-feira, 21 de novembro de 2017
segunda-feira, 6 de novembro de 2017
ROTINAS
[Olhos_castanhos (arquivo de imagens da internet)]
Te encontrei ontem,
por acaso,
muito longe daqui.
Pra variar,
você bem na minha frente;
me olhando nos olhos,
como sempre.
Sustentei teu olhar,
olhos nos olhos;
tentando decifrar teus pensamentos,
teu sorriso,
teu ar enigmático e conciso.
Lembrar teu passado
e pensar presente.
Você lá, firme e parada,
olhando nos meus olhos,
como sempre.
Suspirei.
Não disse nada, nem tentei.
Mais uma vez te olhei,
olhos nos olhos,
fixamente.
Em seguida,
o álbum de fotos fechei;
e chorei o que tenho chorado,
como sempre...
[Adhemar - São Paulo, 17/03/2017]
quarta-feira, 1 de novembro de 2017
METÁFORAS
Metáforas.
Fortes
ou fracas.
Sutis,
felizes ou opacas.
Explícitas,
compactas.
Moeda
de troca dos poetas.
Firmes.
Terríveis.
Incompletas.
Metáforas.
Bases
de sonhos.
Operações
delicadas.
Claras,
inteligíveis, simpáticas.
Matemáticas.
Resumidas,
práticas.
Metafóricas.
Sinceras.
Erráticas.
Metáforas.
Absurdas,
enigmáticas...
Frutos
ou sementes?
Promissoras.
Misteriosas.
Emblemáticas.
Metáforas.
Licenças
poéticas,
sentidos
adormecidos.
Simplificadas
ou dialéticas.
Preferenciais
ou sorumbáticas.
Paralelas.
Incorrigíveis.
Performáticas...[Adhemar - São Paulo, 04/08/2017]
segunda-feira, 30 de outubro de 2017
PATIFARIA MALANDRA
A segunda parte do fato repetido. A traição da lembrança, o abandono. O raio que rompe o silêncio, o grito que causa o brilho. Estranho sentimento. A rima implícita no pensar. Escorre um líquido no peito, um pronto desaparece. A oração fora do modelo, a forma dentro dos ideais. O meio comporta o morto, aqui jaz um alienado. O fim nunca se justifica, nada há para explicar. O mau tempo alimenta, o medo é que faz diferença.
Uma grande fechadura encerra mistério e arte. Curiosidade inerte, aflita e angustiada. Não dá pra rir dessa interferência. Mão levantada na plateia, anel brilhante. O reflexo que se mostra na pupila às vezes some. Roubar o mosquito da teia. A fome da aranha. Aprofundar o conhecimento. Encalhar. Braços abertos em cruz, nada de nadar. O fato elegante. A roupa da missa. A lista. O acréscimo da frase. O que significa. A relatividade do tempo. O vaso vazio. A carga caída, a mula empacada. Receita de bolo. Um ovo.
A terceira parte do fato repetido. Trovões e tempestade. Um ritual pagão e a festa religiosa. Crença exposta. Tantas afirmativas sem perguntas, filosofias utópicas. Onde o mundo faz a curva, o horizonte entorta. A cabeça vai cheia de respostas.
As infinitas partes do fato que não se acaba; que vira notícia, novela ou conto. Pode ser mentira, romance, calçada. Pode ser uma fama fria ou só um grande tanto de palavras sem nenhum significado. Querendo dizer nada. Ou querendo dizer: nada!
[Adhemar - São Paulo, 09 a 30/10/2017]
domingo, 15 de outubro de 2017
OPÇÕES
Assim, na continuidade do cotidiano irrefreável, um descontrolado choro de saudade do que não aconteceu; uma extraordinária saudade do futuro!
Assim, viver o amanhã esquecendo hoje; a fome de hoje, o sono de hoje. Viver as delicadas relações sociais apenas para plantar, plantar e plantar. Mas o amanhã nunca chega; deixa-se apodrecer no pé tudo o que foi cultivado enquanto se pensava pra frente. Daí não se vê o entorno, o atual, as peculiares e maravilhosas circunstâncias de se viver o hoje, o agora, o aqui.
Assim, é possível decidir entre mergulhar nessa pressa insana e doentia ou haurir em grandes sorvos cada momento; colher a tempo cada bendito fruto do que foi feito antes, com atenção e amor. Absorver os duplos e triplos sentidos das situações; desprender do tempo inalcançável o nosso perfil de viver. Somos muitos, há muita gente para fazer o mundo; não precisamos fazer tudo e nem sozinhos. O que começou lá pode bem acabar aqui. O que não está começado não tem pressa. Leia, o próximo escrito, amanhã.
[Adhemar - Santo André, 30/08/2005]
sábado, 7 de outubro de 2017
"MATRISTIZES"
Luz transversa.
Afinidades forçadas.
Procuradas entrelinhas.
Platão absoluto,
resoluto, outras vidas.
Afinidades forçadas.
Procuradas entrelinhas.
Platão absoluto,
resoluto, outras vidas.
Vidro opaco.
Vidraça aberta.
Garrafa derrubada de outras vinhas.
Cadeira que sentada,
uma estrada e muitas linhas.
Olhos turvos.
Lágrimas secando ressentidas.
Porta fechada.
Pedra surda,
muda a vida.
Verso inverso.
Afinidades inventadas,
desesperadas e mortinhas;
qual a esperança,
desencanto e mão vazias...
[Adhemar - São Paulo, 22/02/2017]
domingo, 1 de outubro de 2017
PROFISSÃO: PRESTIGITADOR
Assim como tantos, deixei-me aprisionar
pelo convencional, pela formalidade implícita nas relações comerciais. Assim
como tantos, descobri que essa realidade é a máxima dedicação empregando o
máximo conhecimento que pudemos acumular para bem servir a troco de um mínimo -
costumeiramente - de remuneração. "É o mercado", dizem sempre os
beneficiados.
Assim como tantos, aprendi
que o "mercado" são outros tantos profissionais desesperados,
oprimidos e necessitados que acabam competindo às avessas nesse leilão
invertido em valores na demanda de serviços. Assim como tantos, precisei viver
como um mágico para sobreviver pagando contas e reinventando truques para me
manter e à família.
Assim como tantos, estou
precisando tirar um elefante da cartola.
[Adhemar - São Paulo,
25/09/2017]
quinta-feira, 28 de setembro de 2017
ANÚNCIO / APRESENTAÇÃO
Prezados;
Meu nome é Adhemar Braga de
Souza, arquiteto. Tenho a enorme satisfação de apresentar minha experiência em
fazer projetos arquitetônicos detalhados e estudos de produtos imobiliários
residenciais, comerciais e industriais. Além disso, tenho grande facilidade em
redação, criação de textos e inventar histórias! Ou seja, uso a imaginação e a criatividade
com bom humor e grande empenho de produção.
Estou tentando fugir do comum, mas... O que é o comum?! Procuro
os mais variados ângulos ao me defrontar com uma tarefa, ou um problema.
Analiso o que estou fazendo com base no que se passou antes, no que é neste
exato instante e nas infinitas possibilidades do que pode acontecer ou se
transformar. Todo quadro já foi uma tela em branco, não é mesmo? Além do mais,
aprender coisas que não sei para incluir ou ajudar no que estiver fazendo é um
enorme prazer pra mim.
Escrever, projetar e viver são as coisas que mais gosto de
fazer; acho até que as faço razoavelmente... O que não sei fazer é cozinhar, em
geral, e churrasco (embora tente amiúde, para desespero dos meus circunstantes);
nas demais tarefas do lar até que me saio bem, mesmo não sendo exatamente um
entusiasta delas... Detesto frequentar órgãos públicos (qualquer um, por
qualquer motivo) e hospitais. Mas quando é inevitável, respiro (ou suspiro?)
fundo e encaro. Adoro viajar. Não sou muito bom em consertos domésticos embora
meu pai tenha ensinado muita coisa e eu tenha passado muito tempo em obras; mas,
uma lâmpada queimada em casa leva semanas para ser trocada. Ruim pra ser dito
num anúncio, mas infelizmente é verdade! Falando em obras, não tenho mais
paciência e nem saúde pra elas. Doravante, prefiro manter delas uma respeitosa
distância. Caso interessar possa, gosto de dirigir com segurança, economia e
rapidez (nessa ordem); minha carteira de motorista, aliás, é categoria D.
Entre meus objetivos de vida estão, principalmente,
proporcionar uma base sólida de formação aos meus três filhos, para enfrentarem
o mundo. Tarefa quase cumprida já, só falta o caçula acabar o colégio e se
encaminhar no que quiser fazer depois. Aí, formar uma condição mínima de
conforto financeiro para os anos vindouros a fim de viajar muito com minha
esposa e ter uma vida simples, sem sobressaltos (se for possível...), com tempo
pra cuidar dos netos, caso eles venham e os pais, precisando, quiserem
confiá-los ao avô. Adoro estar com os parentes mais próximos e com amigos, seja
em reuniões familiares, confraternizações ou estádio de futebol (apesar do
trabalho que dá ir ao jogo). Dentre os animais, o que mais aprecio é o tigre.
Sei lá porque me lembrei disso... Não me vejo um aposentado, sem trabalhar.
Gostaria de poder ficar escrevendo eternamente.
Para finalizar: considero-me um aventureiro focado! Caso
possa ser útil em alguma função, estou à disposição! Agradeço a oportunidade de
me apresentar.
Cordialmente,
Adhemar Braga de Souza
arquiteto
Tel. (11) 99800-7772
E-mail: adh2bs@gmail.com
Facebook: https://www.facebook.com/adhemar.bragadesouza.3
[Adhemar - 28/09/2017]
Profissão: prestidigitador
Este texto faz parte de um processo que resolvi participar para redefinir rumos profissionais. Pra reafirmar - ou desmentir - certos pendores... A quem se interessar, recomendo o trabalho interessante de Janaína Paula, encontrável em:
http://www.repensesuacarreira. life/ e http://www.facebook.com/ repensesuacarreira/.
http://www.repensesuacarreira.
#janainapaula
#reflexaoeacao
Se alguém, lendo este post, tiver alguma sugestão, pode fazê-la nos comentários abaixo. Será um grande prazer saber a sua opinião.
Muito obrigado,
Adhemar
quarta-feira, 20 de setembro de 2017
PROXIMIDADE
Coração.
Se tens asas, voa.
Voa pra longe
de uma fonte que secou.
Coração.
Se tens velas, enfuna-as.
Velejar pra longe
te consolará.
Coração.
Se tens amor, ama.
Cada um entregará de si
o que tiver pra dar.
[Adhemar - Corumbá, 25/07/1987]
Se tens asas, voa.
Voa pra longe
de uma fonte que secou.
Coração.
Se tens velas, enfuna-as.
Velejar pra longe
te consolará.
Coração.
Se tens amor, ama.
Cada um entregará de si
o que tiver pra dar.
[Adhemar - Corumbá, 25/07/1987]
quinta-feira, 14 de setembro de 2017
CONSTELAÇÃO ARTIFICIAL
Fui lançado pro espaço
abraçado a uma ogiva nuclear
de forma definitiva,
formidável e espetacular...
Fui explodido
em centenas de milhões de pedaços;
radioativos, atrevidos,
brilhantes, cintilantes, comovidos.
Fui promovido a constelação
desprovido de quaisquer humanos fatos;
orbitando inconsciente novos astros,
Via Láctea, Via Sangue...
Fui voando,
tal cometa em suas rotas orbitando;
erroneamente me perdendo,
empolgado e brilhando.
Fui fixado
num mapa estelar classificado;
os astrólogos interpretando
meus pedaços espalhados pelo espaço.
Fui ficando no Universo
influindo numa zona de zodíaco:
estrelas-palhaço,
constelação Circo...
[Adhemar - São Paulo, 25/05/2015-22/02/2017]
abraçado a uma ogiva nuclear
de forma definitiva,
formidável e espetacular...
Fui explodido
em centenas de milhões de pedaços;
radioativos, atrevidos,
brilhantes, cintilantes, comovidos.
Fui promovido a constelação
desprovido de quaisquer humanos fatos;
orbitando inconsciente novos astros,
Via Láctea, Via Sangue...
Fui voando,
tal cometa em suas rotas orbitando;
erroneamente me perdendo,
empolgado e brilhando.
Fui fixado
num mapa estelar classificado;
os astrólogos interpretando
meus pedaços espalhados pelo espaço.
Fui ficando no Universo
influindo numa zona de zodíaco:
estrelas-palhaço,
constelação Circo...
[Adhemar - São Paulo, 25/05/2015-22/02/2017]
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