Números primos.
Inúmeros amigos.
Pedras nas metáforas.
Sonhos antigos.
Uma grande guerra.
Sinistra. Interna.
Estratégias diáfanas,
perdidas na fumaça.
Plateia de estádios,
entusiasmo de torcida.
Aplauso em estágios.
Adeus em expectativa.
Sorte lançada,
numerosos inimigos.
Vaia ensaiada,
jogada de improviso.
Quem avisa é amigo.
Decida-se: fique ou saia.
Não importa; acerte ou encerre,
www ponto com ponto br...
[Adhemar - São Paulo, 13/01/2017]
Impressões pessoais e a sutileza que entremeia diferentes expressões destas artes: a arquitetura da poesia e a poesia da arquitetura! Vida. (Imagem: Perspectiva do Labirinto - Foto: Adh2bs)
sábado, 10 de março de 2018
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018
PLANO DE JOGO
Neste cárcere de papel
tento aprisionar um momento,
um pensamento, um fato.
Tecendo um breve relato,
relatório, poema.
Nem sei se é prisão ao certo,
o correto, a expressão.
Só sei que é uma corrente,
torrente, escorrente...
Neste cárcere de papel
tento aprisionar uma ideia,
megera, Medéia,
tratado ou documento.
É tudo tão revirado,
carece de esforço e sentido.
Neste cárcere de papel,
destrancado,
um breve registro,
ou breve passagem,
para não perder a viagem;
lugar comum, logaritmo.
Liberdade concentrada,
ir e vir circunscrito.
Neste cárcere de papel
não conta o que já foi dito;
é só o testemunho silencioso
de pensamentos barulhentos...
[Adhemar - São Paulo, 14/01/2010]
tento aprisionar um momento,
um pensamento, um fato.
Tecendo um breve relato,
relatório, poema.
Nem sei se é prisão ao certo,
o correto, a expressão.
Só sei que é uma corrente,
torrente, escorrente...
Neste cárcere de papel
tento aprisionar uma ideia,
megera, Medéia,
tratado ou documento.
É tudo tão revirado,
carece de esforço e sentido.
Neste cárcere de papel,
destrancado,
um breve registro,
ou breve passagem,
para não perder a viagem;
lugar comum, logaritmo.
Liberdade concentrada,
ir e vir circunscrito.
Neste cárcere de papel
não conta o que já foi dito;
é só o testemunho silencioso
de pensamentos barulhentos...
[Adhemar - São Paulo, 14/01/2010]
domingo, 25 de fevereiro de 2018
VS - 18 ANOS
Já não conheço mais o menino franzino
e nem o moleque fofinho;
não vejo mais o homenzinho,
atrevido e inocente.
O que vejo agora é um quase adulto,
um ex-adolescente.
O grande homem que abraça,
que ama e dirige
tão altivo e seguro.
Leio um discurso que fala
de fazer e de liberdade.
Vejo um espelho de mim mesmo,
modernizado e atuante.
Olho no fundo dos olhos
e reconheço o menino;
que estava no meu colo há pouco
pedindo colo e dôces.
Tantas rivalidades malucas
seguindo um mesmo propósito...
Tanto tentei protegê-lo
que acabei por expô-lo...
Temos um envolvimento
que vai do peito ao pescoço!
Vejo força nesse vulto,
confiança e certezas.
Vejo o Direito no seu futuro;
do grande homem que, finalmente,
sai do seu casulo.
P/ Vítor Samuel em 25/02/2018
[Adhemar - São Paulo, 15/02/2018]
e nem o moleque fofinho;
não vejo mais o homenzinho,
atrevido e inocente.
O que vejo agora é um quase adulto,
um ex-adolescente.
O grande homem que abraça,
que ama e dirige
tão altivo e seguro.
Leio um discurso que fala
de fazer e de liberdade.
Vejo um espelho de mim mesmo,
modernizado e atuante.
Olho no fundo dos olhos
e reconheço o menino;
que estava no meu colo há pouco
pedindo colo e dôces.
Tantas rivalidades malucas
seguindo um mesmo propósito...
Tanto tentei protegê-lo
que acabei por expô-lo...
Temos um envolvimento
que vai do peito ao pescoço!
Vejo força nesse vulto,
confiança e certezas.
Vejo o Direito no seu futuro;
do grande homem que, finalmente,
sai do seu casulo.
P/ Vítor Samuel em 25/02/2018
[Adhemar - São Paulo, 15/02/2018]
quinta-feira, 11 de janeiro de 2018
TRANSFIGURAÇÃO RETICENTE
Por que existe melancolia?
Céus!
Que palavra que diz o que quer dizer,
com tanto de si mesma!
No fundo da mais funda fantasia
há uma verdade encoberta
que nos excita e nos perturba.
Tentei fugir de mim mesmo quando estive sozinho.
Agora choro,
pensando num truque velho
para velar meus olhos.
Perdi a noção do tempo
enquanto estava perto de ti.
Num canto do coração
um menino sentado observa
as lágrimas rolando dos olhos.
Vai acolhendo uma a uma,
a cada uma denominando emoção.
E... descobre mais emoção.
Emoção é um frio na espinha.
Emoção é uma lágrima da memória.
Emoção é um sorriso amigo,
um piscar de olhos,
um afago de mão.
Emoção é o sol poente,
um bicho voando,
um aperto no coração.
Emoção é a saudade rápida
de um relâmpago bom.
Emoção é a luz de uma alma
e o carinho do som;
do som da voz amiga,
do brilho nos olhos
e do beijo, então...
Do suspiro roubado,
de eu ter perdido a noção...
P/ BSF
[Adhemar - Pedro Juan Caballero, 27/07/1987; São Paulo, 31/07/1987]
Céus!
Que palavra que diz o que quer dizer,
com tanto de si mesma!
No fundo da mais funda fantasia
há uma verdade encoberta
que nos excita e nos perturba.
Tentei fugir de mim mesmo quando estive sozinho.
Agora choro,
pensando num truque velho
para velar meus olhos.
Perdi a noção do tempo
enquanto estava perto de ti.
Num canto do coração
um menino sentado observa
as lágrimas rolando dos olhos.
Vai acolhendo uma a uma,
a cada uma denominando emoção.
E... descobre mais emoção.
Emoção é um frio na espinha.
Emoção é uma lágrima da memória.
Emoção é um sorriso amigo,
um piscar de olhos,
um afago de mão.
Emoção é o sol poente,
um bicho voando,
um aperto no coração.
Emoção é a saudade rápida
de um relâmpago bom.
Emoção é a luz de uma alma
e o carinho do som;
do som da voz amiga,
do brilho nos olhos
e do beijo, então...
Do suspiro roubado,
de eu ter perdido a noção...
P/ BSF
[Adhemar - Pedro Juan Caballero, 27/07/1987; São Paulo, 31/07/1987]
sexta-feira, 22 de dezembro de 2017
"MULTIEXPLICAÇÃO"
Uma aposta arriscada,
uma farra,
uma festa de artista.
Uma fase acabada,
uma farsa,
uma falsa premissa.
Uma ideia arruinada,
uma forra,
uma forja, uma prensa.
Uma frase mal começada,
um forro,
um disfarce na lista.
Um diagnóstico errado,
uma força,
uma fonte desconhecida.
Um propósito firme,
um alforje,
uma face perdida.
Um exame consignado,
uma folga,
uma forte impressão de... surpresa.
Uma falsificação no fogo reproduzida,
uma fraqueza,
um final de linha "descozida"...*
[Adhemar - São Paulo, 10/01/2010]
(*) "Descozida", no sentido de "descozinhada" (palavras que não existem), não cozida, crua (?); e não descosida, descosturada. Aff! Nem perguntem...
Adh2bs
quarta-feira, 20 de dezembro de 2017
ZÍLION
"Nada" (Foto: Adh2bs)
Adaptações.
Fingimento explícito.
As implicâncias rotineiras,
hábitos esquisitos.
Passos dados pra fora,
mastros das bandeiras.
Vento inconstante,
ondulações interesseiras.
Vai do conteúdo interessante
um assunto insinuante;
boas maneiras.
Fingimento explícito,
palavras nuas,
outras bobeiras.
Roupas espalhadas,
aleatoriamente.
Sentimentos sequestrados,
resgate por besteiras...
Descalço, de costas,
as implicâncias rotineiras.
Trancados ao som de uma valsa,
a volta sem escalas,
escalas sem descanso...
Abandono enfastiado,
solidão,
boas maneiras.
Leva muita frustração,
ganha nada, só poeira.
Hábitos esquisitos;
pouca vida,
numa existência inteira...
[Adhemar
- São Paulo, 17/05/2017]
quinta-feira, 7 de dezembro de 2017
HERANÇA
Vamos vencer as revoluções
depois vamos nos transformar;
soltar os nossos dragões
e voar.
Vamos liderar os motins,
depois vamos nos embrenhar
em matas cheias de ilusões
e lutar.
Vamos começar as rebeliões,
vamos contornar os por quês;
vão nos revelar as mãos cheias...
de buquês.
Vamos propagar as insurreições.
Vamos questionar as religiões?!
Vamos comprar um pouco de fé,
ou até...
Vamos extinguir as guerras,
as mãos leves, os pés breves.
Vamos enxugar das feridas
nosso ardor...
Vamos vender nossos ideais,
nos acomodar em nossas poltronas
convencidos de não poder lutar mais...
Como os nossos pais...*
* Como disse Belchior.
[Adhemar - São Paulo, 14/01/2010]
depois vamos nos transformar;
soltar os nossos dragões
e voar.
Vamos liderar os motins,
depois vamos nos embrenhar
em matas cheias de ilusões
e lutar.
Vamos começar as rebeliões,
vamos contornar os por quês;
vão nos revelar as mãos cheias...
de buquês.
Vamos propagar as insurreições.
Vamos questionar as religiões?!
Vamos comprar um pouco de fé,
ou até...
Vamos extinguir as guerras,
as mãos leves, os pés breves.
Vamos enxugar das feridas
nosso ardor...
Vamos vender nossos ideais,
nos acomodar em nossas poltronas
convencidos de não poder lutar mais...
Como os nossos pais...*
* Como disse Belchior.
[Adhemar - São Paulo, 14/01/2010]
segunda-feira, 4 de dezembro de 2017
"RE-CICLO"
"Dentro da névoa"
https://pixabay.com (intographics)
Vem lá de dentro
uma coisa indefinida
Sai de qualquer jeito
diz adeus
Não acena
nem olha nos olhos
diz adeus
e sai de cena
Mergulha sobre si mesma
rumo ao desconhecido
Nada de despedida
nem um papel
Vem lá de dentro
um vazio indefinido
que a coisa deixou lá
sem oi
Não há substituição
Não há matéria mais
nem alma nem condição
nem dica do que virá
Vem lá de dentro
um vazio invisível
que gesta outra coisa
pra se despedir
É preciso vir de fora a semente
silenciar
recomeçar
até tudo se repetir...
[Adhemar - São Paulo, 24/05/2014]
terça-feira, 28 de novembro de 2017
RASTREAMENTO
Uma nova órbita estelar,
uma trilha na montanha,
outra rota no mar.
Um sinal que acompanha,
um pulso, um quasar.
Partícula de matéria,
parece que a coisa é séria,
se esconde em qualquer lugar.
Um disfarce de mulher,
um esconderijo impopular.
Roteiro aleatório e vulgar,
um barco pra navegar fé.
Um sinal que alcança
o pulso do radar;
um sinal de esperança,
uma chance de encontrar.
Um recôndito recôncavo;
profundo, especular,
desligado e desconexo,
completamente fora do ar.
Um grande sinal do Universo,
impossível de captar.
Se não pegou nesse verso,
em nada mais vai pegar.
[Aadhemar - São Paulo, 10/01/2010]
uma trilha na montanha,
outra rota no mar.
Um sinal que acompanha,
um pulso, um quasar.
Partícula de matéria,
parece que a coisa é séria,
se esconde em qualquer lugar.
Um disfarce de mulher,
um esconderijo impopular.
Roteiro aleatório e vulgar,
um barco pra navegar fé.
Um sinal que alcança
o pulso do radar;
um sinal de esperança,
uma chance de encontrar.
Um recôndito recôncavo;
profundo, especular,
desligado e desconexo,
completamente fora do ar.
Um grande sinal do Universo,
impossível de captar.
Se não pegou nesse verso,
em nada mais vai pegar.
[Aadhemar - São Paulo, 10/01/2010]
terça-feira, 21 de novembro de 2017
CASA
Tudo passou tão depressa...
Uma surpresa tão linda...
E, finalmente, a saudade...
Um no outro ficamos
morando tão docemente...
Mas...
A vida ensinou a prudência
que inibe a intuição...
Tudo passou tão depressa...
E...
Nos falta agora o carinho
daquele momento tão bom.
Mas...
Podes crer no destino:
já moras no meu coração.
P/ MBM
[Adhemar - Pedro Juan Caballero, 27/07/1987]
Uma surpresa tão linda...
E, finalmente, a saudade...
Um no outro ficamos
morando tão docemente...
Mas...
A vida ensinou a prudência
que inibe a intuição...
Tudo passou tão depressa...
E...
Nos falta agora o carinho
daquele momento tão bom.
Mas...
Podes crer no destino:
já moras no meu coração.
P/ MBM
[Adhemar - Pedro Juan Caballero, 27/07/1987]
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