Uma vida é um livro em capítulos. Ou, é uma obra em vários tomos. Temo que o volume atual que estamos vivendo esteja em seu epílogo.
Finalmente foi rompido o silêncio. O desnecessário silêncio do desentendimento. Foi rompido para se assinar um tratado. A linha de Tordesilhas de um descasamento. Foi decidido o futuro, desalinhado, descosido e bifurcado. Cada um com um novo mato numa trilha diferente, independente. Cada um com saudades na mochila; mas, pra frente.
Este livro acaba num capítulo de promessas rompidas. Interrompidas... Pela sanidade e provimento. Provimento do respeito que não deve ser perdido. Venha lá outro volume desta obra inacabada. Aliás, dois volumes agora... A história desdobrada. A história de cada um sendo contada em separado. Cada um em um novo livro, com novas aventuras, o teste do que somos capazes sem o apoio da metade arrancada: sim, arrancada. Mesmo cordialmente, mesmo consensual é dolorida, é estranha... Mesmo há tanto tempo anunciada é atroz, inesperada...
Vamos ter que nascer outra vez para viver de forma errada. Pois que sim; eu, sem você, não sou mais nada.
P/ SM
[Adhemar - São Paulo, 21/01/2018]
