Aposta,
um jogo;
repetitivo,
perigoso.
Sílabas
entrecortadas
num
blefe desastroso.
Nova
aposta,
cacife
estourado.
Um
olhar enviesado,
um
uísque derramado;
honra
arranhada.
Dinheiro
esgotado,
paciência
acabada.
Um
decote indecoroso,
um
olhar admirado
no
meio da tensão criada.
A
criada dá as costas,
sai
da sala indiferente
ao
destino do jogador mais destemido:
idiota
e atrevido
que
vai perder a vida,
por
nada.
Nem
ganhou no jogo,
nem
arrumou namorada.
Está
com uma arma na cara
e,
mesmo assim, sobe a aposta:
quem
sabe, uma última cartada...?!
[Adhemar - São Paulo, 28/02/2017]
