Imerso no silêncio
contemplo o mar imenso.
Quantas mensagens
engarrafadas,
afogadas,
perdidas, errantes,
nunca interpretadas...
Cinza azul
amarelado do poente.
Melancólica
nostalgia
por essas
mensagens,
engarrafadas,
que se
perderam,
jamais lidas...
Imerso na
saudade
dessas
mensagens nunca encontradas
penso... Penso
nas poesias...
Quantas poesias
escritas
perdidas,
errantes,
jamais lidas...
Quantas
palavras perdidas
em pedidos de
socorro e declarações de amor,
em lamentos
inúteis e celebrações exaltadas,
engarrafadas,
imersas nesse
mar imenso
de saudade e de
silêncio...
[Adhemar - São Paulo, 27/09/2018]